- A Operação Mare Liberum apreendeu mais de R$ 2 milhões em dinheiro vivo na casa de uma auditora da Receita Federal, na Barra da Tijuca, com US$ 400 mil (aproximadamente R$ 1.989.600) e R$ 1.248.800 em moeda nacional. Outros dólares também foram encontrados na casa de um auditor da Receita Federal em Niterói, ainda em contabilização.
- A ação, deflagrada nesta terça-feira (28) pela Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público Federal, investiga um esquema de propina no Porto do Rio de Janeiro, envolvendo servidores, despachantes aduaneiros e empresários.
- A investigação aponta que o grupo atuou entre julho de 2021 e março de 2026, com três frentes: liberação direta de mercadorias com irregularidades; setor de óleo e gás com procedimentos artificiais; e operadores portuários recebendo propina.
- Ao todo, foram afastados 25 servidores da aduana, auditores e analistas, além de 9 agentes privados e despachantes, com estimativa de pagamentos de propina em dezenas de milhões de reais ao longo do período.
- Após a operação, a Receita Federal reforçou o trabalho no Rio de Janeiro com 50 servidores, em atuação para manter a fluidez do comércio no Porto do Rio.
A Operação Mare Liberum cumpriu mandados nesta terça-feira para desarticular esquema de propina no Porto do Rio de Janeiro. A ação envolve Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público Federal. Foram apreendidos mais de R$ 2 milhões em espécie na casa de uma auditora da Receita na Barra da Tijuca.
Além disso, foram localizados US$ 400 mil, cerca de R$ 1,989 milhão, na residência da auditora. Também houve apreensão de R$ 1,248 milhão em dinheiro nacional. Em Niterói, na Região Metropolitana, foi encontrada outra soma em dólares ainda a ser contabilizada.
A investigação apura organização criminosa com atuação entre julho de 2021 e março de 2026, envolvendo servidores, despachantes aduaneiros e empresários para liberar mercadorias mediante propina. Ao todo, 25 servidores foram afastados e há apontamento de 9 agentes privados.
Estrutura do esquema
Foram mapeadas três frentes de atuação: desembaraço de mercadorias com falhas nos canais vermelho e cinza; serviços de óleo e gás com procedimentos artificiais para liberar embarcações; e recebimento de vantagens pagas por operadores portuários.
A operação também identificou reversões indevidas de penas de perdimento, ausência de cobrança de tributos e redistribuição de processos para favorecer o esquema. A propina era praticada de forma sistemática, com valores elevados ao longo do período.
A Receita Federal informou que intensificou o trabalho no Rio de Janeiro com 50 servidores, reforçando ações de apoio ao Porto para manter a fluidez do comércio, enquanto as investigações prosseguem.
Renato Regal, responsável pelo Porto do Rio, destacou que o porto tem papel estratégico para o estado e que o controle aduaneiro é essencial para o comércio exterior, apontando que a maior parte da equipe segue trabalhando normalmente.
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