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Dia D para Messias tem contagem de votos e tensão no Senado

Senado recebe sabatina de Messias na CCJ com expectativa de votos de base e oposição, votação é secreta e o clima é de tensão

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  • Senado avalia a indicação de Jorge Messias para o STF em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça às 9h desta quarta-feira, 29/4.
  • Base governista e oposição asseguram ter votos suficientes para definir o futuro de Messias, com Weverton Rocha projetando pelo menos 16 votos a favor na CCJ.
  • A votação final ocorre em plenário, após a sabatina, com o voto sendo secreto nas duas etapas; a meta é alcançar quarenta e um votos favoráveis no total.
  • Messias deve responder de forma sucinta às perguntas, sem ocultar posicionamentos, conforme orientação da base governista.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não deverá apoiar publicamente a aprovação; houve reunião recente entre Messias e Zanin, e o painel deve permanecer aberto pelo maior tempo possível para a votação.

O Senado Federal realiza nesta quarta-feira (29/4) a sabatina de Jorge Messias, indicado por Lula para o STF. A sessão começa às 9h, na CCJ, e envolve avaliação técnica e defesa dos parlamentares. A base governista e a oposição afirmam ter votos suficientes para decidir o destino do ministro da AGU.

Messias, 45 anos, advogado-geral da União desde 2007, é pernambucano natural de Recife. O indicado enfrenta questionamentos sobre sua trajetória, inclusive percepções sobre sua atuação na Casa Civil durante o governo Dilma. A sabatina deve ser pautada por perguntas incisivas e defesas do governo.

A expectativa é de uma sabatina extensa, mais longa que as de Dino e Zanin, porém menor que a de Fachin em 2015. Ao final, a CCJ vota a indicação em fase secreta, seguida da votação no plenário. O placar na CCJ e no plenário é tema de expectativa entre as alas políticas.

Quem é Messias

  • Messias é evangélico, pai de família e reside em Brasília.
  • Ingressou ao governo em 2007 como procurador da Fazenda Nacional; hoje atua como chefe da AGU.
  • Já ocupou cargos de confiança na gestão Dilma, sendo citado em conversas envolvendo Lula e Dilma.

Cenário político e votações

A CCJ terá voto secreto; relatores apostam em pelo menos 16 votos a favor na comissão. No plenário, são necessários 41 dos 81 senadores para confirmar a indicação. A oposição aponta possibilidade de 46 votos contrários, enquanto aliados projetam maioria favorável.

Intervenções e comidades

A sabatina é marcada por declarações de apoio ao nome de Messias, bem como cobranças sobre independência do STF. Flávio Bolsonaro afirmou não articular a rejeição, destacando que cada senador deve votar conforme sua convicção.

Alcolumbre e o ambiente de votação

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não sinalizou abertura para posicionamento público a favor da aprovação. Reuniões com Messias e com membros do governo ocorreram, gerando tensão sobre a condução da votação. A gestão da CCJ será determinante para o andamento do processo.

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