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Dino discutirá com relatores antes de liberar julgamento sobre eleições no Rio

Flávio Dino busca alinhamento com relatores no STF antes de retomar julgamento das eleições no Rio, após acórdão do TSE ampliar controvérsias

Foto: Luiz Silveira/STF
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  • O ministro Flávio Dino pretende conversar com os relatores Cristiano Zanin e Luiz Fux, no STF, sobre o acórdão do TSE antes de devolver o caso para pauta.
  • A conversa deve ocorrer após Dino concluir a leitura do acórdão do TSE que condenou o ex-governador Cláudio Castro e tratou da vacância no governo do Rio.
  • O acórdão do TSE não cassou o diploma de Castro, reconheceu a prejudicialidade da cassação por renúncia e fixou a inelegibilidade de oito anos até 2030.
  • No STF, há quatro votos pela eleição indireta e um pela eleição direta; Dino, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes já sinalizaram posição pela leitura popular.
  • A disputa envolve definir se a vacância decorre de causa eleitoral ou de renúncia, com a Alerj propondo eleição indireta e STF tendo de decidir eventual desempate.

O ministro Flávio Dino, do STF, pretende conversar com os relatores Cristiano Zanin e Luiz Fux antes de devolver o julgamento sobre as eleições no Rio para pauta. Ele avaliou o acórdão do TSE como complexo.

A medida ocorre após Dino interromper o processo com pedido de vista. A leitura do acórdão, que condenou o ex-governador Cláudio Castro, deverá orientar o desfecho do caso no STF.

Segundo apuração do GLOBO, a conversa entre Dino e os relatores deverá acontecer após ele concluir a leitura do acórdão do TSE. O objetivo é alinhar a leitura antes da retomada.

O STF discute o formato da eleição para o mandato-tampão no Rio. O julgamento está suspenso desde 9 de abril, quando Dino pediu vista. A tendência varia entre eleição direta e indireta.

O acórdão do TSE aponta que Castro renunciou antes da conclusão do processo, o que afastou a possibilidade de cassação. O documento mantém a inelegibilidade prevista pela lei eleitoral.

A Alerj aprovou uma eleição indireta, mas a norma está suspensa por decisão liminar e é tema de análise no STF. Hoje, já há votos a favor da eleição indireta e outros pela eleição direta.

A disputa central é saber se a vacância decorre de causa eleitoral ou de renúncia comum. O STF pode requisitar o voto de Dias Toffoli e o papel de Edson Fachin em um eventual desempate.

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