- Em março, a geração de eletricidade nos EUA vindo de fontes renováveis (solar e eólica) superou a dos combustíveis fósseis pela primeira vez em um mês inteiro.
- Em 2026, 93% de toda a capacidade de geração nova deve vir de solar, eólica e baterias, enquanto apenas 7% virá de combustíveis fósseis.
- A ofensiva do governo contra energias limpas tem sido bloqueada na justiça, com cortes federais restringindo ações como a proibição de projetos em terras federais.
- Ao mesmo tempo, grandes parques de energia eólica offshore retomaram operações após interrupções, sinalizando continuidade na expansão das renováveis.
- Analistas afirmam que o ritmo das renováveis não pode ser revertido; há otimismo entre investidores e setores independentes, apesar de incertezas políticas.
Donald Trump enfrenta dificuldades para frear o avanço da energia limpa nos Estados Unidos. Dados recentes indicam que, em março, a geração de eletricidade a partir de fontes renováveis superou a proveniente de gás pela primeira vez em um mês nacional completo. O marco reforça a tendência de crescimento de solar, eólico e baterias.
Segundo o think tank Ember, a participação das renováveis na matriz elétrica americana atingiu o patamar recorde, mesmo com as ações administrativas do governo federal em curso para restringi-las. No ano de 2026, 93% da nova capacidade geradora prevista deve vir de solar, eólico e armazenamento, enquanto apenas 7% virá de combustíveis fósseis.
A atuação da administração anterior continua sob avaliação: decisões para barrar projetos em terras federais e a retomada de grandes parques eólicos offshore foram alvo de impasse judicial. Recentemente, uma corte federal em Massachusetts suspendeu ações programadas contra parques eólicos e solares em áreas públicas.
Apesar dos obstáculos legais, o setor de energia limpa avança. Investidores e fabricantes destacam que custos menores e construção mais rápida de renováveis aproximam o país de um “ponto de inflexão” de mercado, onde fontes limpas ganham competitividade frente a fósseis.
Especialistas ouvidos afirmam que o ambiente político permanece volátil, com resistências partidárias e incertezas regulatórias. No entanto, há sinais de mudança de percepção pública entre parte da base republicana, com levantamento apontando apoio expressivo à energia solar entre eleitores do Partido.
Analistas ressaltam que, mesmo com a oposição política, a transição elétrica ganha força em setores como veículos elétricos e redes de distribuição. A indústria destaca que a demanda por energia limpa tende a crescer, independentemente de estratégias isoladas do governo federal.
A agência de energia dos EUA aponta queda de custos e aumento da eficiência como fatores-chave. Em paralelo, especialistas lembram que o país ainda enfrenta gargalos de transmissão e conectividade, que podem atrasar novas usinas limpas em todo o território.
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