- A esposa e filhos do ministro Alexandre de Moraes acionaram judicialmente o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira, pedindo indenização de R$ 60 mil pelo que chamam de danos morais.
- A ação sustenta que Vieira associou o escritório Barci de Moraes, da família do ministro, ao Primeiro Comando da Capital (PCC) em entrevistas.
- Além de Viviane Barci de Moraes, a ação inclui Giulliana e Alexandre Barci de Moraes, advogados do mesmo escritório.
- Vieira afirma ter informações que indicam circulação de recursos entre o grupo criminoso e familiares de Moraes; o senador diz que se referia ao Master, não ao escritório.
- A CPI encerrou em 14 de abril; Vieira sugeriu indiciamento de Moraes, Mendes e Toffoli, o que gerou críticas de Toffoli e pedidos de investigação por abuso de autoridade.
A esposa e os filhos do ministro do STF Alexandre de Moraes moveram uma ação por danos morais contra o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado. Eles pedem R$ 60 mil de indenização por declarações associando o escritório Barci de Moraes ao PCC.
A ação foi protocolada nesta terça-feira (28/04). Além de Viviane Barci de Moraes, integram o processo Giulliana e Alexandre Barci de Moraes, também ligados ao escritório da família. Eles alegam danos morais decorrentes de declarações do parlamentar.
O caso teve origem em entrevista concedida por Vieira ao SBT News em 15 de março. O senador afirmou que o Banco Master, alvo de investigações da CPI, funcionava como uma lavanderia de recursos do PCC.
Vieira sustenta que se referia ao Master, liderado por Daniel Vorcaro, e nega ligação direta entre o escritório Moraes e o PCC. A defesa afirma que houve tentativa de intimidar o parlamentar.
A CPI do Crime encerrou os trabalhos em 14 de abril. Vieira apresentou relatório crítico, que indicava indícios de irregularidades no caso Master envolvendo autoridades de diversos poderes. O tema gerou acúmulo de manifestações no STF.
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