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Governistas avaliam que Alcolumbre perderia com Messias; pedem bom senso

Base aliada aponta que recusa de Messias provocaria abalo a Alcolumbre junto ao governo e ao STF, e persiste a esperança de gesto de bom senso do presidente do Senado

O presidente Lula ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), durante a cerimônia de posse do novo ministro de relações institucionais, José Guimarães.
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  • Senadores da base aliada afirmam que, se Messias for rejeitado pelo Senado, não seriam apenas o governo Lula e Messias os derrotados.
  • O revés seria visto como rompimento entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o Executivo e parte da Suprema Corte que apoiou o indicado.
  • Ainda há expectativa de que, na última hora, Alcolumbre adote “bom senso” e faça um gesto pela aprovação.
  • A base petista entende que Alcolumbre precisa de Lula como aliado nas eleições de outubro, especialmente no Amapá.
  • Alcolumbre não aceitava Messias e preferia Rodrigo Pacheco; os dois se encontraram na casa do ministro Cristiano Zanin, do STF, na semana passada.

Nos aliados do governo, o recuo na indicação de Jorge Messias ao STF pode causar efeito cascata. Eles acreditam que não seria apenas Lula nem Messias os derrotados caso o Senado rejeite a nomeação. A leitura é de ampla repercussão institucional.

A avaliação é de que o próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre, perderia legitimidade. O revés seria visto como rompimento com o Executivo e com boa parte da Suprema Corte, que apoiou a indicação. A percepção é que o ambiente ficaria mais tenso.

Parlamentares dizem ainda que o presidente da Casa pode sentir pressão para demonstrar boa-fé, buscando um gesto que favoreça a aprovação. A expectativa é de que haja busca por equilíbrio para evitar desgaste político.

Contexto político

Para aliados, a abstinção ou apoio a Messias depende de, entre outros fatores, o papel do presidente Lula na estratégia de eleições em outubro. Amapá, região para onde Alcolumbre direciona foco, também entra na avaliação de alianças.

Alcolumbre não escondeu insatisfação com a indicação de Messias. O líder desejava indicar o colega Rodrigo Pacheco, hoje no PSB, para o STF. Os dois chegaram a se encontrar recentemente na casa do ministro Cristiano Zanin, do STF.

O encontro, ocorrido na véspera de sabatina, foi visto como indicativo de negociação informal. A última semana acelerou o debate sobre lealdades entre o Palácio do Planalto e o Senado, com impactos potenciais para votações futuras.

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