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Governo empenha R$ 12 bilhões em emendas em abril, antes da sabatina de Messias

À vésperas da sabatina do AGU Jorge Messias, governo empenha cerca de R$ 12 bilhões em emendas para o primeiro semestre de 2026, com 58% já comprometidos

Fachada do Congresso Nacional — Leonardo Sá/Agência Senado
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  • O governo empenhou cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares à véspera da sabatina de Jorge Messias para o STF.
  • Desses, R$ 10,7 bilhões estão dentro dos R$ 17,3 bilhões que devem ser pagos no primeiro semestre de 2026.
  • O cronograma prevê o pagamento de 65% das emendas individuais e de bancada a fundos de saúde, de assistência social e para as emendas PIX.
  • Em abril, o governo havia empenhado R$ 389,8 milhões dessas emendas, menos de 2% do total; agora comprometeu o pagamento de mais de 58% do total.
  • O peso das emendas depende das legendas, com o PL dominando as reservas; em três semanas, pagamentos a fundos subiram de R$ 102,3 milhões para R$ 395,2 milhões, mas o governo pagou apenas 2,28% do previsto para o semestre.

Às vésperas da sabatina do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, indicado por Lula ao STF, o governo empenhou cerca de R$ 12 bilhões em emendas parlamentares.

Do total, R$ 10,7 bilhões estão dentro dos R$ 17,3 bilhões que devem ser pagos no primeiro semestre de 2026. O cronograma prevê o pagamento de 65% das emendas individuais e de bancada a fundos de saúde, de assistência social e às transferências especiais, chamadas de emendas PIX.

Segundo apuração anterior do g1, no início de abril o governo havia empenhado R$ 389,8 milhões dessas emendas a serem pagas no primeiro semestre, menos de 2% do total de R$ 17,3 bilhões. Hoje, o governo se comprometeu com o pagamento de mais de 58% do montante total.

O aumento do empenho ocorre em meio à tentativa de aprovação da indicação de Messias pelo Senado. A escolha provocou atritos entre o governo e o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que apoiava o senador Rodrigo Pacheco.

A mensagem de nomeação demorou a ser enviada pelo Palácio do Planalto após a decisão de Lula.

Pagamento de emendas

A maior parcela de recursos continua a ser destinada às legendas com maior representação no Senado, especialmente ao PL, seguido por MDB, PSD e PT. Em três semanas, o pagamento de emendas a fundos de saúde, de assistência social e aos PIX passou de R$ 102,3 milhões para R$ 395,2 milhões.Mesmo assim, o governo ficou com apenas 2,28% das emendas previstas para o primeiro semestre.

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