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Governo Lula intensifica ofensiva por Messias e negocia cargos para aprovação

Governo Lula intensifica lobby para aprovar Messias no STF, negociando cargos em agências reguladoras e emendas RP2 para angariar votos no Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), na posse do novo ministro de SRI, José Guimaraes, no Palácio do Planalto
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  • Governo Lula intensifica negociações para aprovar a indicação de Jorge Messias ao STF, com votação prevista para esta quarta-feira.
  • Emissários do Planalto tratam de cargos em agências reguladoras e de emendas RP2, sob coordenação de José Guimarães; Alcolumbre resiste ao nome.
  • Senado e Executivo discutem a divisão de vagas em CVM, ANAC, ANM e Serviço Geológico do Brasil, com vacâncias na mesa de negociação.
  • Há também aumento de verbas extras carimbadas (RP2) para atender redutos eleitoreis, sem obrigação de pagamento direto.
  • A base governista acredita ter pelo menos quarenta e cinco votos, mas ainda não há garantia de cento e um total.

O governo Lula intensificou as negociações para confirmar a indicação de Jorge Messias ao STF, com votação prevista para esta quarta-feira. A ofensiva envolve emendas RP2 e indicações para agências reguladoras, articuladas pela Secretaria de Relações Institucionais.

Dirigentes do Planalto buscam melhorar o clima com o Senado, especialmente com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que resiste ao nome. Guimarães, à frente da articulação política, assumiu o papel de coordenar a divisão de postos entre governo e Senado.

Acordos em pauta

Guimarães e Alcolumbre estariam discutindo a repartição de vagas em agências reguladoras, incluindo CVM, Anac e ANM, com outros organismos também na mesa. Cargos no Serviço Geológico do Brasil entraram no acordo.

Paralelamente, cresce o uso de verbas extras carimbadas por congressistas, o RP2, para favorecer emendas e redutos eleitorais. A prática permite liberação de recursos dentro dos orçamentos ministeriais, sem obrigação formal de pagamento.

Perspectiva de votação

A bancada governista ainda aponta dificuldades para conquistar apoio completo. A resistência do Senado tem raízes na escolha de Messias, que não agradou a todos os setores da Casa. Na prática, a soma de votos tem sido tratada com cautela.

Apesar das reticências, integrantes do governo avaliam que a indicação pode atrair, ao menos, 45 votos entre os 81 do Senado, próximo à margem necessária para aprovação, que é de 41 assentos. A sinalização de apoio é considerada essencial para o desfecho da sabatina.

Tentativa de encontro

Operadores políticos indicam que há a tentativa de um encontro entre Messias e Alcolumbre antes da sabatina. O objetivo seria sinalizar boa-fé do Senado e abrir espaço para consolidar a aprovação, se houver acordo suficiente sobre a composição de cargos.

O governo não descarta a possibilidade de avançar com medidas para contornar resistências, mantendo, porém, o foco na votaçao e na viabilidade de aprovar a indicação. A avaliação interna aponta que o cenário ainda pode mudar até a votação.

Contexto da indicação

Messias foi indicado ao STF em novembro do ano anterior, gerando reação entre o Senado e parte do Judiciário. A base governista já indicava certa margem de apoio, mas houve desmobilização recente conforme o tema ganhou complexidade política.

Pelo lado oficial, o objetivo é manter o diálogo com o Congresso, equilibrando negociações de cargos e emendas para viabilizar a aprovação. O desfecho depende da movimentação de aliados e da postura dos senadores na sabatina.

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