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Governo suspende 3,5 milhões em multas do free flow por 200 dias

Governo suspende por duzentos dias mais de três milhões de multas do free flow; motoristas pagam apenas o pedágio, sem multa nem pontos na CNH, com plataforma unificada

Dos 3,5 milhões de multas registradas nos últimos 3 anos, prazo da implementação dos pórticos de cobrança automática, quase 1,2 milhões foram no Rio Grande do Sul.
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  • Governo suspende por 200 dias a cobrança de mais de 3,5 milhões de multas por evasão do pedágio eletrônico free flow.
  • Usuários com débitos podem quitar apenas o valor do pedágio; multa de R$ 195 e 5 pontos na CNH ficam suspensas se pagamento ocorrer até 16 de novembro.
  • A resolução prevê restituição de multas já pagas, chegando a R$ 93 milhões para cobranças em rodovias federais.
  • Concessionárias têm 100 dias para implantar um sistema de pagamento unificado, integrado à CNH digital.
  • Medida foi motivada pela falta de comunicação sobre o funcionamento do sistema, visando reduzir inadimplência involuntária e aumentar a transparência.

O governo federal anunciou a suspensão por 200 dias da cobrança de mais de 3,5 milhões de multas aplicadas por evasão no sistema de pedágio com cobrança eletrônica, o free flow. A medida vale para débitos já existentes em concessionárias.

O anúncio foi feito pelo ministro dos Transportes, George Santoro, e pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos. A medida tem objetivo permitir que motoristas paguem apenas o valor do pedágio, sem multa administrativa nem pontos na CNH.

A suspensão vale até 16 de novembro, data em que o pagamento do débito deverá ser quitado para evitar a multa de R$ 195 e a inclusão de 5 pontos na CNH. A resolução do Contran será publicada nesta quarta-feira, estabelecendo o novo regime de cobrança.

Dos 3,5 milhões de multas, quase 1,2 milhão ocorreram no Rio Grande do Sul e 1,4 milhão em rodovias federais. Minas Gerais registrou 62 mil casos. O governo informou que a restituição de multas já pagas pode chegar a R$ 93 milhões para infrações em rodovias federais.

Santoro explicou que a suspensão reconhece falhas de comunicação sobre o funcionamento do sistema entre distintas concessionárias e reguladores, o que gerou dúvidas entre motoristas sobre onde pagar. Segundo o ministro, o novo marco simplifica o vínculo com o débito.

O texto também impõe às concessionárias a implantação, em até 100 dias, de um sistema de pagamento unificado. Hoje, motoristas sem tags precisam consultar sites diferentes para quitar débitos, o que dificulta o pagamento.

O modelo unificado deverá integrar-se à CNH digital, possibilitando o acesso a boletos de diversas operadoras em um único portal. A medida busca transparência, redução de inadimplência involuntária e maior clareza no processo de cobrança.

A coletiva de imprensa com o anúncio está disponível na íntegra, com cerca de 40 minutos de duração, e reúne autoridades do governo e do setor de transportes para esclarecer o novo regime. Fonte: declarações oficiais do governo federal.

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