- O presidente da Câmara, Hugo Motta, escolheu Leo Prates para relatar a PEC que propõe o fim da escala 6×1.
- A comissão especial será presidida por Alencar Santana e será instalada nesta quarta-feira (29).
- A CCJ aprovou a proposta na semana anterior, abrindo caminho para reduzir a jornada de trabalho com pelo menos dois dias de descanso.
- Na construção do texto, há duas propostas de transição para chegar a 36 horas: Reginaldo Lopes (10 anos) e Erika Hilton (1 ano).
- O andamento prevê votação até o fim de maio; o Congresso tem 45 dias para analisar o texto, sob pena de a pauta ser atingida pela matéria.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), escolheu o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) para relatar a PEC que prevê o fim da escala 6×1. Motta designou Alencar Santana (PT-SP) para presidir a comissão especial que será instalada nesta quarta-feira (29).
A instalação da comissão especial foi anunciada nesta terça (28). A proposta já havia passado pela CCJ na semana anterior, dando o primeiro passo na Câmara para reduzir a jornada de trabalho. A ideia é assegurar ao menos dois dias de descanso semanal.
Na prática, a comissão vai discutir o mérito da PEC, definindo o que muda com o texto antes da votação no plenário. O regimento determina pelo menos dez sessões na comissão.
Para a construção do texto, foram apensadas sugestões de Reginaldo Lopes (PT-MG), que propõe regime de transição de dez anos, e de Erika Hilton (PSOL-SP), que defende transição de um ano. Ambas visam reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais.
A expectativa é votar a PEC até o fim de maio. O governo encaminhou a proposta em regime de urgência para acelerar tramitação antes das eleições, seguindo o rito de apreciação de emenda à Constituição.
O Congresso tem 45 dias para analisar o texto. Caso o prazo não seja cumprido, a matéria pode trancar a pauta de votações. O objetivo é precificar uma redução da jornada antes de novas medidas federais.
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