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Indireta de Moraes a Zema durante julgamento no STF

Durante sessão no STF, Moraes diz que políticos sem votos usam ataques ao Judiciário como escada eleitoral, em vez de debater propostas e ações de governo

O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão da Primeira Turma do STF
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  • Moraes usou uma sessão da Primeira Turma do STF para rebater críticas feitas por Romeu Zema, pré-candidato à Presidência.
  • Sem citá-lo nominalmente, o ministro afirmou que políticos sem voto usam ataques ao Judiciário como “escada eleitoral”.
  • Ele disse que há agressões verbais contra o Judiciário em vez de discussões sobre políticas públicas e realizações de governos.
  • Moraes declarou que alguns preferem atacar o Poder Judiciário a debater saúde, educação e segurança.
  • a fala ocorreu durante a análise de uma queixa-crime apresentada por Gustavo Gayer contra José Nelto, em meio a críticas de Zema e a um pedido de inclusão no inquérito das fake news feito por Gilmar Mendes.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, rebateu críticas de Romeu Zema durante sessão da Primeira Turma nesta terça-feira. Sem citar o ex-governador de Minas Gerais pelo nome, Moraes afirmou que políticos sem votos usam ataques ao Judiciário como escada eleitoral.

Durante o julgamento, Moraes destacou que alguns políticos buscam desqualificar a Corte para ganhar espaço político, em vez de discutir políticas públicas. A fala ocorreu no contexto de uma análise da queixa-crime apresentada pelo deputado Gustavo Gayer contra o colega José Nelto.

Contexto

Zema tem intensificado críticas ao STF em vídeos nas redes sociais, o que motivou desdobramentos no âmbito das investigações sobre disseminação de informações falsas. O caso envolvendo Gayer e Nelto foi apresentado à Justiça e envolve disputas entre parlamentares goianos.

Segundo Moraes, há uma tendência de agressões verbais em vez de debates sobre saúde, educação e segurança pública, com a tentativa de polarizar a relação entre o Judiciário e a política. O ministro reforçou a importância de discutir realizações de gestão e propostas, em vez de ofender a honra dos membros do Poder Judiciário.

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