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Justiça condena dirigente do PSTU a 2 anos por racismo em discurso contra Israel

Decisão afirma que discurso pró-Palestina extrapolou o debate e leva à condenação de Zé Maria a dois anos de prisão, convertidos em medidas restritivas

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  • A Justiça Federal em São Paulo condenou José Maria de Almeida, o Zé Maria, presidente do PSTU, a dois anos de prisão por racismo, por discurso feito em ato pró-Palestina na avenida Paulista em outubro de 2023.
  • A pena em regime aberto foi convertida em medidas restritivas de direitos: pagamento de dez salários mínimos a uma entidade social e prestação de serviços à comunidade.
  • A sentença, assinada pelo juiz Massimo Palazzolo, baseou-se na fala divulgada pelo PSTU no Instagram em 22 de outubro de 2023.
  • Conib e Fisesp acionaram o Ministério Público Federal e foram habilitadas como assistentes de acusação; a denúncia enquadrou o caso na lei de racismo (lei 7.716/89).
  • O PSTU informou que vai recorrer ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) e manteve a defesa pela Palestina laica, democrática e não racista.

A Justiça Federal em São Paulo condenou o presidente do PSTU, José Maria de Almeida (Zé Maria), a dois anos de prisão por racismo, em regime aberto. A pena foi convertida em medidas restritivas de direitos, como pagamento de dez salários mínimos a uma entidade social e prestação de serviços à comunidade. A decisão ocorreu na segunda-feira (27).

A condenação se baseia em discurso feito por Zé Maria durante um ato pró-Palestina na avenida Paulista, em 22 de outubro de 2023. A manifestação foi transmitida pelo perfil oficial do PSTU no Instagram. A denúncia cita a prática de racismo por meio de comunicação social.

Conforme a decisão, as declarações excederam o debate político legítimo ao apresentarem tom degradante, generalizador e preconceituoso contra a comunidade judaica e o movimento sionista. O juiz entendeu que a liberdade de expressão não protege incitação ao ódio e à discriminação.

A ação foi promovida pela Conib e pela Fisesp, que acionaram o Ministério Público Federal e foram habilitadas como assistentes de acusação. A denúncia enquadrou o presidente do PSTU no crime de racismo, conforme a lei que trata da prática por meio de comunicação social.

Sobre o caso, o PSTU informou que vai recorrer ao TRF-3 e manteve o posicionamento de defesa do povo palestino, defendendo o fim do Estado de Israel em defesa de uma Palestina laica, democrática e não racista. Zé Maria é fundador do PSTU e já foi candidato à Presidência em várias eleições.

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