- A Justiça Federal de São Paulo condenou José Maria de Almeida, o Zé Maria, fundador e presidente do PSTU, a dois anos de prisão em regime aberto por racismo contra judeus, relacionado a um discurso sobre Israel em 2023.
- O discurso foi feito em uma manifestação na avenida Paulista, em outubro de 2023, e transmitido pelo canal oficial do PSTU nas redes sociais.
- Zé Maria afirmou que todo ato de força do povo palestino contra o sionismo é legítimo e defendeu o fim do estado de Israel; a Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) ajuizaram queixa-crime por discurso de ódio.
- O juiz Massimo Palazzolo classificou as declarações como degradantes, ressaltando que críticas ao Estado de Israel não configuram antisemitismo, porém as mensagens apresentaram teor preconceituoso.
- O PSTU informou que vai recorrer ao Tribunal Federal da 3ª Região; Zé Maria reiterou apoio à Palestina e ao fim do estado sionista, defendendo uma Palestina laica, democrática e não racista.
A Justiça Federal de São Paulo condenou o fundador e presidente do PSTU, José Maria de Almeida, o Zé Maria, a dois anos de prisão em regime aberto por racismo contra judeus. O veredito aponta discurso de destruição do estado de Israel em uma manifestação na avenida Paulista, em outubro de 2023, transmitida pelo canal oficial do partido.
A decisão considera as falas degradações generalizadas com cunho preconceituoso. O juiz Massimo Palazzolo afirma que, embora a crítica ao Estado de Israel não configure antisemitismo por si só, as mensagens exibem teor degradante e preconceituoso.
O Ministério Público foi acionado pela Confederação Israelita do Brasil (Conib) e pela Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp). Eles ajuizaram uma queixa-crime por discurso de ódio em favor da violência contra Israel.
O PSTU afirmou que vai recorrer da decisão ao TRF3. Zé Maria reiterou ao portal CTB que defende a saída do que chama de estado sionista, promovendo uma Palestina laica, democrática e sem racismo.
A expressão “Do rio ao mar” aparece em referência ao território entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo, slogan associado à OLP. Analistas destacam que o termo pode indicar propostas que, na prática, questionam a existência de Israel.
Contexto político e histórico: apoiadores de grupos de esquerda radical no Brasil já protagonizaram eventos similares. Em março, o PCO participou de atos contra o que chamam de genocídio palestino, com críticas a políticas-chave dos EUA e de países aliados.
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