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Justiça ordena exclusão de vídeo de Renan Santos que acusa Safadão de corrupção

Justiça do Ceará determina remoção de vídeos de Renan Santos que chamavam Wesley Safadão de “ícone da corrupção” e fixa multa diária pelo descumprimento

Renan Santos, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) (Foto: Reprodução/redes sociais)
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  • A Justiça do Ceará determinou que Renan Santos (Missão), pré-candidato à Presidência e fundador do MBL, retire conteúdos nas redes sociais que criticam o cantor Wesley Safadão.
  • A decisão, da 15ª Vara Cível de Fortaleza, impõe multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento e notificou o Facebook (também responsável pelo Instagram) para retirar o material do ar.
  • O material alvo inclui um vídeo de março em que Renan afirma que Safadão seria um “novo ícone da corrupção” e outras publicações com teor semelhante.
  • O juiz entendeu que as falas extrapassam a opinião e configuram imputação direta de crime sem comprovação, podendo causar dano à imagem do artista.
  • A defesa de Safadão sustenta que o caso envolve ataque à honra, enquanto Renan afirma manter as críticas e aguarda novos processos. A decisão ainda proíbe novas publicações ofensivas contra o cantor.

A Justiça do Ceará determinou a remoção de conteúdos publicados por Renan Santos, pré-candidato à Presidência e fundador do MBL, que atacavam o cantor Wesley Safadão. A decisão obriga a retirada de um vídeo de março e de publicações com teor semelhante.

A 15ª Vara Cível de Fortaleza concedeu tutela à defesa de Safadão e fixou multa diária de 5 mil reais em caso de descumprimento. O Facebook e o Instagram foram notificados para derrubar o material das redes.

A decisão aponta que as declarações extrapolam a simples crítica política e configuram imputação de crime sem comprovação, com potencial dano à imagem do artista ante o alcance das redes.

Desdobramentos legais

A defesa de Safadão afirma que o caso não se encaixa na liberdade de expressão, destacando que acusações falsas não devem ser tratadas como opinião. O mentor do MBL, Renan Santos, manteve as críticas em nota pública e disse esperar novas ações.

Renan Santos afirma que críticas a figuras públicas são legítimas e que haverá novas ações judiciais sobre o tema, conforme declaração da assessoria. A medida impede novas publicações ofensivas contra Safadão, sob pena de novas sanções.

Segundo o processo, as falas de Renan questionaram contratos entre Safadão e prefeituras do Nordeste, com alegações de uso de emendas para autopromoção, em valores envolvendo apresentações entre 2024 e 2025.

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