- O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse ao CB.Poder que a eleição de 2026 não está definida entre Lula e Flávio Bolsonaro, atribuindo vantagem inicial ao recall de quem já disputou o cargo.
- Kassab explicou que Lula concorreu à Presidência pela sétima vez e Flávio Bolsonaro já participou de campanhas por ser filho de Bolsonaro, enquanto outros candidatos ainda não foram candidatos.
- O político afirmou que o crescimento ocorre durante a campanha e que Lula e Bolsonaro têm alta rejeição, estimada em até quarenta por cento.
- Ele citou Caiado como o mais preparado e experiente entre as opções que representam mudança, dizendo que Caiado pode crescer ao longo da campanha.
- Kassab destacou que Caiado não está ligado a Bolsonaro, defende anistia para Bolsonaro e para condenados pelos atos de oito de janeiro, e que esse tema deve ficar fora do centro do debate.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a eleição de 2026 não está definida entre Lula e Flávio Bolsonaro. A declaração foi feita durante o programa CB.Poder, em parceria entre Correio e TV Brasília, nesta terça-feira, 28/4, em entrevista às jornalistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos. Ele destacou que a vantagem inicial de ambos se dá pelo recall, já que a pré-campanha ainda não começou.
Kassab explicou que quem já foi candidato tem maior lembrança junto ao eleitorado. Lula disputa a Presidência pela sétima vez, enquanto Flávio Bolsonaro tem histórico por ser filho de um presidente da República, o que, segundo ele, ajuda no reconhecimento, mas não garante vitória definitiva.
O veterano do PRB e atual presidente do PSD também apontou que, apesar da posição de Lula e Bolsonaro na dianteira, a rejeição de ambos é alta, estimada em até 40%. Segundo o ex-prefeito de São Paulo, esse indicador pode frear o avanço de qualquer candidato já associado aos governos anteriores.
Cenário de mudanças
Kassab afirmou que há espaço para mudanças e citou nomes considerados prontos para crescer na campanha. Entre eles, citou Caiado como o mais preparado e experiente, com condições de ampliar sua atuação ao longo da disputa e, se vencer, assumir a liderança com potencial para governar.
O presidente do PSD ressaltou que Caiado não mantém vínculos com Bolsonaro, mesmo defendendo anistia para o ex-presidente e para condenados pelos atos de 8 de janeiro. O pré-candidato, segundo Kassab, já definiu sua posição para retirar esse tema do centro do debate.
Kassab também apontou que a percepção de falhas nos governos de Lula e Bolsonaro está relacionada a questões de segurança, corrupção e reformas ausentes. Ele indicou que esses temas costumam recair sobre os dois ex-chefes de Estado, conforme o movimento eleitoral e as críticas da população.
Entre na conversa da comunidade