- Katie Phang entra com ação contra o procurador-geral interino Todd Blanche, alegando violação à Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein.
- A ação afirma que o Departamento de Justiça reteve documentos sobre Jeffrey Epstein e fez redações excessivas.
- A lei de transparência, aprovada pelo Congresso, determinou a divulgação integral dos arquivos até 19 de dezembro.
- Blanche é acusado de atrasar o processo e divulgar apenas parte dos papéis; a ação também busca a nomeação de um árbitro independente para fiscalizar a conformidade.
- O Escritório do Inspetor-Geral do DoJ abriu uma auditoria para avaliar a aplicação da Epstein Files Transparency Act.
Katie Phang processa o atual procurador-geral adjunto Todd Blanche, alegando violação de lei de transparência ao omitir parte dos arquivos sobre Jeffrey Epstein. A ação foi movida em Washington, DC, nesta segunda-feira, diante de um tribunal federal. O processo busca responsabilizar Blanche por suposta falha em publicar a totalidade dos documentos.
Phang, jornalista investigativa da MeidasTouch, afirma que o Departamento de Justiça deixou de cumprir o prazo e reduziu indevidamente o conteúdo divulgado. A lei de transparência, aprovada pelo Congresso em novembro, determinava a liberação integral até 19 de dezembro. A defesa admite falhas no processo, incluindo redactions excessivas.
A ação pede ainda a nomeação de um oficial independente para acompanhar o cumprimento da lei. Blanche vinha sendo apontado por atrasos e pela liberação de apenas parte dos papéis relacionados a Epstein, que morreu em prisão preventivamente em 2019. A investigação envolve a possível exposição de vítimas.
Contexto e desdobramentos
Blanche argumenta que algumas redações eram necessárias para evitar a identificação de vítimas menores. Oito fontes oficiais reconhecem que erros são possíveis, conforme comunicado divulgado na época. Vítimas de Epstein apontaram que dados sensíveis foram expostos de forma inadequada.
Democratas e críticos questionam o método de seleção dos documentos a serem mantidos em sigilo. Um deputado afirmou que houve redações desnecessárias e falhas em proteger nomes de vítimas. A defesa sustenta que a revisão visou preservar informações sensíveis sem prejudicar a transparência.
Investigação paralela do DoJ revelou que o escritório do inspetor-geral iniciou uma auditoria para avaliar o cumprimento da Epstein Files Transparency Act. O objetivo é mapear processos de identificação, redaction e divulgação de registros. O resultado deve esclarecer procedimentos do departamento.
Epstein morreu em Nova York, em agosto de 2019, durante a espera de julgamento por tráfico. Ghislaine Maxwell cumpre pena de 20 anos, após condenação em 2021. A notícia envolve autoridades e ex-funcionários, com impactos em debates sobre justiça e responsabilidade pública.
O que está em jogo
A ação busca declaração de violação da lei, divulgação integral dos documentos sem redações indevidas e justificativas para quaisquer alterações remanescentes. Phang também visa a apresentação de explicações públicas sobre as decisões de divulgação. O processo não tem data de audiência marcada.
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