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Malafaia vira réu no STF por falas contra generais do Exército

Malafaia vira réu no STF por injúria a generais do Exército durante ato pró-Bolsonaro; empate na votação definiu o enquadramento como réu apenas por injúria

Pastor Silas Malafaia
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  • STF decidiu tornar o pastor Silas Malafaia réu por injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e outros generais.
  • Denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República por falas em ato pró-Bolsonaro em São Paulo, em abril do ano passado.
  • Durante o ato, Malafaia chamou os generais de “frouxos, covardes e omissos” e disse que não honram a farda.
  • A votação ficou empatada em dois a dois, o que resultou na responsabilização do réu apenas pelo crime de injúria.
  • A defesa afirma que as palavras foram críticas genéricas, houve retratação e Malafaia não teria foro privilegiado.

O STF tornou o pastor Silas Malafaia réu por injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva, e demais generais. A decisão foi tomada pela Primeira Turma nesta terça-feira (28). A denúncia, apresentada pela PGR, ocorreu em contexto de apoio a Jair Bolsonaro em São Paulo, no ano passado. O episódio envolve declarações do pastor durante ato público.

Segundo a PGR, Malafaia proferiu ofensas como chamar os generais de “frouxos, covardes e omissos” e afirmou que militares “não honram a farda que vestem”. A denúncia aponta injúria e calúnia; a PGR pediu recebimento pelos dois crimes. A decisão turbina o andamento do processo no STF.

A formação da turma resultou em empate de 2 a 2, com Moraes e Dino favoráveis ao recebimento da denúncia por injúria e calúnia, e Zanin e Cármen Lúcia votando pela injúria apenas. Diante do empate, o STF aplica entendimento de favorecer o réu, mantendo Malafaia réu apenas por injúria.

Defesa e contornos processuais

A defesa de Malafaia sustenta que as palavras foram usadas de modo genérico, sem citar nominalmente Tomás Paiva, e que o pastor já se retratou. Os advogados argumentam ainda que ele não possui foro privilegiado, o que implica questionamento sobre a necessidade de julgar no STF.

O processo segue tramitando no STF, com a defesa buscando comprovar a leitura das falas como críticas amplas. Não há indicação de data para o desfecho, e o caso continua sob avaliação dos ministros em equilíbrio entre acusações e defesa.

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