- Conferência de Santa Marta, na Colômbia, reúne quase sessenta países para debater a saída dos combustíveis fósseis, com o Brasil presente, ainda sem um mapa do caminho definido.
- O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que não haverá mapa do caminho na próxima COP, mas que o governo discute princípios para orientar a elaboração, a ser encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética.
- O Brasil defende reduzir o uso de fósseis por meio de rotas como o aumento do uso de biocombustíveis associados à eletricidade, destacando o etanol e o biodiesel como fontes já consolidadas e com impactos não conflitantes com alimentos.
- Internamente, o governo trabalha no Plano Transformação Ecológica, fortalecimento do Fundo Clima e criação do Eco Invest para atrair resources privados e ampliar investimentos em uma economia de baixo carbono.
- O tema ambiental ganha atenção diante do El Niño, com ações de prevenção a incêndios e manejo integrado do fogo, incluindo medidas legais e a atuação da Polícia Federal para responsabilização de incêndios criminosos.
A conferência promovida pela Colômbia em Santa Marta reúne dezenas de países para debater o abandono gradual dos combustíveis fósseis. O Brasil participa, junto com quase 60 nações, mas ainda não entregou um plano próprio para reduzir a dependência dos fósseis, segundo o ministro do Meio Ambiente.
O ministro João Paulo Capobianco disse que não há expectativa de apresentar um mapa do caminho na próxima COP. O objetivo é avançar na definição de marcos e princípios que guiarão a elaboração do documento brasileiro, a ser encaminhado ao Conselho Nacional de Política Energética.
Capobianco assumiu o cargo há pouco, após a saída de Marina Silva para a campanha eleitoral. Em Paris, onde participou de reuniões prévias do G7, ele reforçou a defesa de várias rotas para a transição, incluindo o uso de biocombustíveis em conjunto com eletricidade.
Participação brasileira na Colômbia
O Brasil defende que a transição deve ocorrer sem comprometer o acesso à energia nem ampliar desigualdades. O caminho apontado envolve híbridos com biocombustíveis, com destaque para o etanol na gasolina, e biodiesel, tecnologias já utilizadas e com impactos ambientais controlados.
A agenda climática brasileira foi tema da coletiva de Capobianco, que ressaltou a necessidade de meios para reduzir a dependência de fósseis com ações de curto prazo. O ministro enfatizou que a participação do Brasil visa contribuir para caminhos globais de descarbonização.
Panorama interno sobre o mapa do caminho
Internamente, o governo trabalha para consolidar os marcos que orientarão o mapa do caminho. O debate envolve também a pobreza energética e a oferta de energia para toda a sociedade, buscando compatibilizar redução de fósseis com segurança energética.
O ministro destacou que quatro ministérios devem apresentar uma proposta de resolução ao Conselho Nacional de Política Energética, ainda que não haja previsão de finalizar o mapa na COP. A ideia é estabelecer princípios que orientem a construção do documento.
Perspectiva para o El Niño e próximos passos
Capobianco também comentou os riscos de incêndios florestais com o retorno do El Niño. O governo vem avançando em medidas de prevenção, manejo do fogo e cooperação com o Congresso para leis que fortalecem a prevenção de incêndios e a responsabilização de eventuais incêndios criminosos.
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