- Jorge Messias, advogado-geral da União, enfrenta sabatina no Senado nesta quarta-feira (29) após demora recorde para avaliação de sua indicação ao STF.
- O atraso chegou a 150 dias desde a indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, superando o tempo de espera de ministros anteriores.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, manteve posição neutra e não apoiou publicamente Messias nem articulou votos, diferente de conduções com ministros anteriores.
- A oposição, representada por Flávio Bolsonaro, promete acionar questionamentos sobre atuação de Messias, incluindo temas como a anistia relacionada ao 8 de janeiro e sua proximidade com o governo.
- A expectativa é de que Messias tenha apoio suficiente para passar na votação no plenário e também na Comissão de Constituição e Justiça, com respostas sucintas a perguntas.
Jorge Messias, advogado-geral da União, faz sabatina no Senado nesta quarta-feira para avaliação de sua indicação ao STF. A sabatina ocorre após quase cinco meses de tramitação, marcada por atrasos e ruídos entre o governo e o Senado.
A demora recorde na análise da indicação ocorreu apesar de governo ter encaminhado o nome em novembro do ano passado. A tramitação incluiu conversas com senadores, sem definição de apoio público do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O cenário dificultou previsões sobre votos.
Alcolumbre manteve posição de neutralidade na campanha, sem atuar pela retirada de votos nem endosso público ao AGU. A postura contrasta com conduções anteriores envolvendo outros ministros, como Flávio Dino e Cristiano Zanin.
Aliados de Messias afirmam que o indicado tem base suficiente para ser aprovado, apontando potencial de ao menos 45 votos no plenário. A votação é secreta, o que pode trazer alterações no placar.
A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) também está em curso, com o relator Weverton Rocha destacando a estratégia de respostas diretas a diversas perguntas. Messias trabalha para abordar temas relevantes de forma objetiva.
A oposição mantém posição contrária à confirmação do chefe da AGU. O senador Flávio Bolsonaro afirmou que Messias deverá ser questionado sobre atuação profissional, proximidade com o governo Lula e a gestão de temas polêmicos, como a anistia a condenados do 8 de Janeiro.
Dados internos do R7 apontam que Messias aguardou 150 dias entre a indicação e a condução, superando o tempo registrado para André Mendonça (142 dias). O atraso na tramitação ocorreu principalmente por decisão do governo, não por obstrução de senadores individualmente.
A Câmara alta já teve momentos de tensão entre Planalto e Alcolumbre, com o senador defendendo uma posição mais distante de alianças formais com o governo. Em comparação, outros ministros já tiveram ritmo mais acelerado nas sabatinas.
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