- Luciana Novaes, vereadora eleita pelo PT e tetraplégica desde 2003, morreu aos 42 anos nesta segunda-feira, 27, em decorrência de possível rompimento de aneurisma cerebral, levando ao protocolo de morte cerebral.
- A morte foi confirmada após uma série de exames para atestar parada completa e irreversível das funções cerebrais e do tronco encefálico.
- O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), decretou luto oficial de três dias.
- Luciana ficou tetraplégica após levar bala perdida no campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido, em 2003; formou-se em Serviço Social e era pós-graduada em Gestão Governamental, sendo eleita vereadora pela primeira vez em 2016 e tendo três mandatos no total.
- Foi presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência na Câmara Municipal e autora de quase 200 leis voltadas à acessibilidade e a inclusão de pessoas com deficiência.
Luciana Novaes, vereadora eleita pelo PT, morreu aos 42 anos nesta segunda-feira, 27, no Rio de Janeiro. A morte ocorreu após uma intercorrência súbita compatível com rompimento de aneurisma cerebral, segundo informações médicas. O acidente neurologico levou à morte cerebral, confirmada após exames clínicos e de neuroimagem.
Aos 21 anos, Luciana ficou tetraplégica após ser baleada em 2003 no campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido. Mesmo com o trauma, formou-se em Serviço Social e concluiu pós‑graduação em Gestão Governamental. Foi eleita vereadora pela primeira vez em 2016, exercendo três mandatos no total.
Luciana presidiu a Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência na Câmara Municipal e apresentou quase 200 leis voltadas à acessibilidade, vagas para alunos com deficiência e avaliações compatíveis com necessidades dessas pessoas. Ela defendia a inclusão e dizia que limites não definem destinos quando há vontade de transformar o mundo ao redor.
Trajetória e legado
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro emitiu nota lamentando a perda de uma líder que transformou a dor em propósito. O texto ressalta que Luciana tornou a trajetória uma inspiração de luta, coragem e amor ao próximo, além de ser referência de perseverança para a comunidade.
Segundo a assessoria da vereadora, o quadro neurológico se agravou, levando ao protocolo de morte encefálica. O prefeito Eduardo Cavaliere decretou luto oficial de três dias, em sinal de respeito à memória da ex‑parlamentar.
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