- O Ministério Público Federal denunciou dez pessoas no âmbito das investigações da chamada “máfia dos concursos”, relacionadas ao certame da Polícia Federal de 2025.
- As acusações envolvem organização criminosa, fraude em certame de interesse público, lavagem de dinheiro, corrupção, falsidade documental e embaraço à investigação.
- O grupo atuava com divisão de tarefas entre núcleos na Paraíba, em Pernambuco e em Alagoas, usando métodos como infiltração de pessoas para fotografar provas e envio de gabaritos mediante pagamento.
- O concurso visado foi para o cargo de delegado da Polícia Federal, realizado no dia 27 de julho de 2025; um beneficiário teria ligação direta com o núcleo criminoso, com movimentações atípicas e trocas de mensagens que comprovam participação, e valores podem chegar a R$ 280 mil por candidato.
- O Ministério Público pediu a revogação dos benefícios de colaboração premiada de dois denunciados por descumprimento dos termos, com omissão de informações e continuidade de atividades ilícitas após o acordo.
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 10 pessoas no âmbito das investigações sobre a chamada “máfia dos concursos”. A ação penal, anunciada nesta terça-feira (28/4), envolve fraude no certame da Polícia Federal (PF) de 2025, com operações nos estados da Paraíba, Pernambuco e Alagoas. Os denunciados são apontados como integrantes ou colaboradores da organização criminosa, responsável por fraudar concursos de interesse público.
Segundo o MPF, o grupo atuava de forma coordenada, com divisão de tarefas e núcleos operacionais. Entre as práticas identificadas estão a captação de candidatos, infiltração de pessoas para fotografar provas, envio de imagens a especialistas e entrega de gabaritos mediante pagamento de valores elevados. As apurações apontam ainda movimentações financeiras atípicas e mensagens que comprovam participação no esquema.
Concurso da PF de 2025
O certame visado era para o cargo de delegado da PF, realizado em 27 de julho de 2025. A denúncia cita que um dos beneficiários tinha vínculos com o núcleo criminoso. Em relação ao controle financeiro, o MPF descreve uma lógica comercial, com valores que podiam superar o salário inicial do cargo, chegando a, segundo a denúncia, acima de R$ 280 mil por candidato. Os denunciados são classificados conforme funções na organização, desde gestores até executores da extração de imagens e beneficiários.
O MPF também informou que solicitará a revogação dos benefícios de colaboração premiada concedidos a dois denunciados, devido ao descumprimento dos termos acordados. As apurações indicam que as duas pessoas omitiram informações relevantes e continuaram a atuar de forma ilícita mesmo após firmarem acordo de colaboração.
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