- A operação Mare Liberum, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, investiga esquema de contrabando e descaminho no Porto do Rio de Janeiro, com 45 mandados de busca e apreensão.
- 25 servidores da aduana tiveram afastamento determinado pela Justiça; entre eles, 17 auditores-fiscais e oito analistas tributários, além de nove agentes privados e despachantes.
- Participam das diligências cerca de 100 servidores da Receita e 200 policiais federais.
- O esquema movimentou cerca de R$ 86,6 bilhões entre julho de 2021 e março de 2026, com pagamentos sistemáticos a servidores e suposta liberação irregular de cargas.
- Os investigados podem responder por corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro; a operação é considerada a maior da história da Corregedoria da Receita Federal.
A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, deflagrou nesta terça-feira a Operação Mare Liberum. A ação visa desarticular uma organização criminosa que facilitava contrabando e descaminho no Porto do Rio de Janeiro. Ao todo, 25 servidores foram afastados por decisão judicial.
A operação cumpriu 45 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Vitória (ES). Entre os alvos estão 17 auditores-fiscais, oito analistas tributários, além de nove agentes privados e despachantes. Bens foram bloqueados e as atividades profissionais dos envolvidos, suspensas.
Movimentação bilionária e pagamentos de propina
Segundo as investigações, o esquema movimentou cerca de R$ 87 bilhões entre julho de 2021 e março de 2026. O grupo é suspeito de receber dezenas de milhões em propinas para liberar cargas irregularmente e de declarar produtos com divergências frente aos itens efetivamente importados, com o objetivo de reduzir tributos.
Desdobramentos e crimes apurados
Os investigados podem responder por corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro. A operação é considerada a maior realizada pela Corregedoria da Receita Federal. O órgão afirmou que seguirá fortalecendo ações para manter a fluidez do comércio no Porto do Rio e responsabilizar os envolvidos.
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