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PF investiga contrabando em avião de empresário que trouxe Motta e parlamentares

PF investiga contrabando em voo privado que levou Motta, Ciro Nogueira e dois deputados; STF encaminha relatório à PGR para análise

A imagem incluída pela PF no relatório revelado pelo jornal Folha de S.Paulo.
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  • A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar suspeitas de contrabando envolvendo voo privado com o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira e um empresário do ramo de apostas online; a informação foi publicada pela Folha e confirmada pelo Radar.
  • A aeronave, ligada ao empresário Fernando Oliveira Lima, decolou da ilha caribenha de São Martinho e pousou no Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque, no estado de São Paulo, no dia vinte de abril de dois mil e vinte e cinco.
  • Segundo relatório da PF, o auditor fiscal Marco Antônio Canella permitiu que o piloto José Jorge de Oliveira Júnior passasse com volumes por fora do raio-x.
  • Além de Motta e Nogueira, estavam na comitiva os deputados Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões.
  • Como envolve pessoas com foro privilegiado, a PF encaminhou o relatório ao Supremo Tribunal Federal, que remeteu o caso à Procuradoria-Geral da República para análise; Motta e o empresário afirmam ter seguido os procedimentos legais e que os volumes seriam do piloto.

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar possíveis irregularidades em um voo privado que contou com a participação do presidente da Câmara, Hugo Motta, do senador Ciro Nogueira e de um empresário do ramo de apostas online. O avião partiu da ilha caribenha de São Martinho e chegou ao Aeroporto Executivo Internacional Catarina, em São Roque (SP), no dia 20 de abril de 2025.

Conforme relatório da PF, o auditor fiscal Marco Antônio Canella permitiu que o piloto, José Jorge de Oliveira Júnior, passasse com volumes por fora do raio-x. O piloto era funcionário do empresário envolvido no caso. A comitiva ainda incluía os deputados Doutor Luizinho e Isnaldo Bulhões.

Como o caso envolve figuras com prerrogativa de foro, a PF encaminhou a investigação ao Supremo Tribunal Federal, que repassou o relatório à Procuradoria-Geral da República para análise e manifestação. O documento aponta a possibilidade de envolvimento de passageiros com foro privilegiado em delito ou em outras práticas ilícitas.

Segundo Motta e o empresário, todos os procedimentos legais teriam sido cumpridos na chegada e os volumes identificados pela PF seriam de propriedade do piloto, conforme defesa apresentada. A PGR deve emitir parecer sobre a continuidade das investigações.

A investigação permanece em estágio preliminar, com apuração em curso sobre a natureza dos volumes transportados e eventuais irregularidades associadas ao voo. O resultado ainda depende da análise das autoridades competentes.

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