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PF mira esquema de corrupção no Porto do RJ com prejuízo de R$ 500 milhões

PF deflagra operação contra esquema de corrupção no Porto do Rio, com prejuízo estimado de R$ 500 milhões; 45 mandados e bloqueio de até R$ 102 milhões

Vista geral do Porto de cargas do Rio de janeiro.
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  • A Polícia Federal deflagrou operação contra esquema de corrupção no Porto do Rio de Janeiro, com 45 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, e prejuízo estimado de aproximadamente R$ 500 milhões aos cofres públicos.
  • Foram afastados 17 auditores fiscais e 8 analistas tributários; há bloqueio de até R$ 102 milhões em bens e restrições a 9 despachantes de atuar no Porto do Rio.
  • A investigação aponta atuação de grupo estruturado na liberação irregular de mercadorias, com divergências entre o que é importado e o declarado e possível supressão de tributos.
  • Os alvos incluem residências, empresas, repartições públicas, alfândegas do Porto do Rio e do Galeão, e a superintendência da Receita Federal no estado.
  • Os investigados podem responder por corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e outros crimes.

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 28, uma operação contra um esquema de corrupção no Porto do Rio de Janeiro, cujo prejuízo aos cofres públicos é estimado em cerca de 500 milhões de reais. A ação ocorreu no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, com participação de órgãos de controle federal.

Ao todo, 45 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Os alvos incluem residências, empresas, repartições públicas, alfândegas do Porto do Rio e do Galeão, além da superintendência da Receita Federal no RJ. Também houve o afastamento de 17 auditores fiscais e 8 analistas tributários.

Foram bloqueados até 102 milhões de reais em bens e proibido o desempenho de atividades profissionais de 9 despachantes vinculados ao Porto do Rio. As medidas visam interromper a atuação do grupo na liberação de mercadorias com divergências entre o declarado e o efetivamente importado.

Alvos da operação

As investigações apontam a atuação de um grupo estruturado, que liberava mercadorias de forma irregular, com suposta supressão de tributos e desvio de cobrança fiscal. O esquema envolve irregularidades em importações e possível conivência de servidores públicos.

Possíveis crimes

Os investigados poderão responder por corrupção, associação criminosa, contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro, entre outros delitos. A PF não aponta, no momento, culpados antes de conclusão das apurações.

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