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Polícia investiga núcleo familiar e rede de empresas na FPF

Polícia mira núcleo familiar e rede de 32 empresas na investigação contra o presidente da Federação Paulista de Futebol; defesa pede arquivamento

Reinaldo Carneiro Bastos foi reeleito presidente da Federação Paulista em março.
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  • Polícia investiga o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos, em apuração por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, com foco no núcleo familiar.
  • A investigação identificou uma rede de ao menos 32 empresas interconectadas e mudanças frequentes de sócios e participações entre as firmas do grupo.
  • A defesa nega irregularidades e afirma que as acusações são interpretações distorcidas de fatos lícitos; o escritório de advocacia representa Bastos.
  • Entre os fatos analisados está a venda, em 2021, da participação de Bastos na Milclean por 15,5 milhões de reais, com 11,5 milhões liquidados em espécie.
  • Recentemente, o São Paulo Futebol Clube moveu ação contra a Milclean, exigindo multa de 1 milhão de reais por descumprimento contratual, enquanto os Advogados de Bastos pedem arquivamento do inquérito por falta de justa causa.

O inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica envolvendo o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, entrou em fase operacional. A investigação foca o círculo familiar do dirigente.

A defesa de Reinaldo, representada pelo escritório Fernando José da Costa Advogados, nega irregularidades e afirma que as acusações derivam de interpretações distorcidas de fatos lícitos. O grupo jurídico sustenta a regularidade das ações.

A Polícia Civil notificou o dirigente, sua mulher Cláudia e os filhos André e Laura, apontados como parte da estrutura societária sob investigação. A informação foi divulgada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, e confirmada pelo Sport Insider.

A apuração é conduzida pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC) e busca desmembrar uma suposta “sofisticada arquitetura empresarial” associada ao grupo familiar.

Mapeamento empresarial

A investigação identificou uma rede de ao menos 32 empresas interconectadas. A polícia destaca a frequência de alterações societárias como elemento relevante para a apuração.

As mudanças constantes de sócios e participações entre as firmas do grupo podem funcionar como uma “cortina de fumaça” para ocultar quem efetivamente detém os ativos em cada momento, segundo os investigadores.

Um dos pontos centrais é a venda da participação de Reinaldo na empresa Milclean em 2021. Do total de R$ 15,5 milhões, R$ 11,5 milhões teriam sido liquidados em espécie, prática considerada atípica pela denúncia.

Outros fatos recentes foram incorporados ao inquérito, incluindo uma ação judicial movida pelo São Paulo Futebol Clube contra a Milclean, que cobra multa de R$ 1 milhão por descumprimento contratual e má-fé.

Defesa e próximos passos

A defesa argumenta que a existência de várias empresas e holdings familiares não constitui estratégia de ocultação, e sim modelo de planejamento sucessório e tributário praticado por grandes grupos empresariais. A defesa afirma que Bastos está em conformidade fiscal.

Os advogados já apresentaram ao Ministério Público um pedido de arquivamento do inquérito por falta de justa causa, conforme o argumento apresentado pela defesa. A polícia não informou novas diligências no momento.

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