- A estagnação de Aldo Rebelo nas pesquisas, em um por cento a dois por cento, leva aliados a reavaliarem a candidatura presidencial.
- Uma decisão sobre a continuidade do projeto deve sair até o final de maio, com sentimento de desânimo predominante.
- Há avaliação de que Aldo tem perdido oportunidades de se posicionar sobre temas da agenda, privilegiando assuntos gerais sobre desenvolvimento econômico e nacionalismo.
- Exemplos citados incluem acusações contra ministros do Supremo Tribunal Federal e o papel da corte, que viraram marca da pré-campanha de Romeu Zema.
- Também pesa o risco de a candidatura engessar o partido nos estados, dificultando alianças com nomes mais competitivos ao Planalto.
Aldo Rebelo, ex-ministro do DC, pode ter a continuidade de sua candidatura presidencial reavaliada até o fim de maio. O estagio atual da sua pré-candidatura é visto com cautela por aliados, diante de patamar de 1% a 2% nas pesquisas.
Fontes do grupo próximo ao ex-ministro descrevem clima de desânimo entre integrantes, com preocupações sobre a baixa exposição de pautas da campanha. A agenda tem priorizado temas de desenvolvimento econômico e nacionalismo, deixando de lado temas de maior repercussão política.
Há relatos de que a falta de posicionamento claro em temas da atual agenda pode reduzir o ritmo de divulgação de propostas. Além disso, escândalos envolvendo ministros do STF e a atuação da corte têm sido apontados como fatores que podem influenciar a percepção do eleitor.
Outro fator relevante citado pelos aliados é o risco de a candidatura engessar o partido nos estados. Caso a chapa tenha menos atratividade, candidatos locais poderiam ficar menos conectados a nomes competitivos para a disputa ao Planalto.
Contexto interno e prazos
A definição sobre a continuidade da pré-candidatura deve ocorrer até o fim de maio, conforme apurado pelo Painel. A ideia é decidir se o projeto de Aldo Rebelo seguirá como opção viável para representar o partido.
Analistas lembram que a permanência de uma candidatura com desempenho baixo pode impactar a aliança do partido em pleitos regionais. A avaliação envolve também a capacidade de atrair apoio de figuras com potencial de ampliar o desempenho eleitoral.
Segundo interlocutores, a avaliação interna considera impactos estratégicos, incluindo a necessidade de reposicionamento de propostas e a possibilidade de mudanças na comunicação de campanha. A decisão ainda depende de cenários internos e externos.
Ninguém foi informado oficialmente sobre um anúncio definitivo, e as fontes reforçam que o resultado final dependerá de consulta a lideranças do partido e de cenários de pesquisa nas próximas semanas.
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