- Em pesquisa espontânea do Paraná Pesquisas, 0,1% dos eleitores de São Paulo lembram Paulo Serra como candidato a governador, em cenário sem nomes ditos previamente.
- No fim de semana, Serra reuniu cerca de 500 pessoas no Clube Juventus, na Mooca, apresentou a esposa Ana Carolina Serra e recebeu Ciro Gomes, que disse estar à disposição para um projeto maior em São Paulo, sem anúncio de candidatura.
- No cenário estimulado, Serra aparece com 4,6%; Tarcísio de Freitas soma 47,8% e Haddad, 33,1%; Serra tem rejeição de 17,3%.
- O PSDB nega qualquer aproximação com o PT, defende candidatura própria de Serra e crescimento do centro; nos bastidores, Serra manteve encontros com Tarcísio, Aécio Neves e Kassab.
- A Quaest aponta que Ciro Gomes pode atrair eleitores indecisos, com 40% dos apoiadores de Flávio Bolsonaro e 35% dos que apoiam Lula cogitando mudar de voto; pesquisa de 2.004 pessoas entre 9 e 13 de abril, margem de erro de 2 pontos percentuais.
Ao PSDB de São Paulo tentar resgatar protagonismo nacional, Paulo Serra aparece com apenas 0,1% das intenções de voto em cenário espontâneo, segundo o Paraná Pesquisas. O levantamento ocorreu em abril junto a eleitores do estado.
Serra é ex-prefeito de Santo André, presidente da executiva estadual do PSDB e pré-candidato ao governo de SP. No evento recente, 500 pessoas participaram do ato, no Clube Juventus, com Ciro Gomes no palanque.
O tucanato busca reverberar na eleição nacional, apesar de a base estadual quase não existir na mente do eleitor. Serra prometeu definir o caminho até a primeira quinzena de maio, em um possível lançamento.
Ciro Gomes e o papel nacional do PSDB
Ciro Gomes, recém-filiado ao PSDB, afirmou apoio à candidatura de Serra caso ele possa liderar o projeto no estado. O ex-ministro da Fazenda também se comprometeu a atuar na campanha em SP.
Na média estimulada do Paraná Pesquisas, Serra aparece com 4,6% de intenção de voto, frente a 47,8% de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e 33,1% de Haddad (PT). A rejeição de Serra é de 17,3%.
O quadro sugere que Serra pode entrar na disputa com baixa votação inicial, o que aumenta a importância do diálogo entre siglas para o posicionamento tucano. A gestão de centro busca manter distância de polos até definir a candidatura.
Dossiê sobre cenários nacionais
A pesquisa aponta que, no segundo turno entre Tarcísio e Haddad, sem Serra, Tarcísio sobe para 53,4% e Haddad fica com 37,3%. Assim, votos de Serra podem favorecer o campo de Tarcísio, não o PT.
A atuação de Serra na campanha nacional depende de aproximações estratégicas e do humor do eleitor paulista, que em parte ainda não reconhece o PSDB como força capaz de influenciar o pleito federal.
Perspectiva para o PSDB
A direção tucana nega aproximação com o PT, mas as movimentações públicas incluem encontros com figuras-chave do espectro político. A ideia é manter o centro, sem fechar apoio com nenhum polo, até confirmar a candidatura.
Dados da Quaest, sobre o cenário nacional, evidenciam que mudanças de intenção de voto podem ocorrer até o dia da eleição, especialmente entre eleitores que apoiam candidatos ainda não consolidados.
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