- O senador Weverton Rocha, relator da indicação, disse esperar a aprovação de Messias com 45 votos na sessão de quarta-feira, 28.
- A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça começa às 9h, seguindo para votação no plenário, com quórum estimado de 80 senadores, incluindo a presença de Daniella Ribeiro e a ausência de Oriovisto Guimarães.
- Weverton pediu que evangélicos e oposição deixem a disputa com o presidente Lula para outubro e que Messias não seja alvo do embate político.
- A indicação conta com apoio de correntes neopentecostais, com articulações de líderes como Estevam Hernandes e Cezinha de Madureira, entre outros.
- O pastor Silas Malafaia tem posição contrária e questiona a clareza de Messias sobre aborto; Weverton pediu aos 18 senadores evangélicos que avaliem o voto com base na consciência.
O relator da indicação de Messias ao STF, senador Weverton Rocha, espera atingir 45 votos no Senado durante a sessão marcada para quarta-feira (28). Messias passará por sabatina na CCJ a partir das 9h, antes da votação em plenário. A expectativa é de quórum de 80 senadores, com a participação de Daniella Ribeiro e a ausência de Oriovisto Guimarães.
Weverton afirmou que Messias deve ter apoio de evangélicos e de parte da oposição, desde que não haja uso político da indicação. O senador destacou que a disputa política contra o governo deve ficar para outubro e não envolver o indicado. A avaliação dele é de que o tema não deve ser usado para ganhos partidários.
O processo está sob sigilo, o que aumenta o risco de desvios de alinhamento entre bancadas. O nome de Messias atua entre correntes neopentecostais, com influência de líderes da comunidade religiosa. A trajetória do indicado ganha contornos no âmbito jurídico e institucional.
Entre os contatos pró-Messias, figura o apóstolo Estevam Hernandes, ligado a gabinetes de Brasília por meio de sugestões do ministro André Mendonça. Outra apoiadora é a deputada Cezinha de Madureira, ligada à Assembleia de Deus Ministério de Madureira.
Por outro lado, o pastor Silas Malafaia coordena ações contrárias à indicação, citando a ambiguidade de posição de Messias sobre temas como aborto. Malafaia exige clareza sobre a visão do indicado, especialmente em relação a decisões do STF.
Weverton pediu aos 18 senadores da bancada evangélica que votem com base na consciência no momento do voto secreto. O relator lembrou que o mandato, o coração e a fé devem orientar as escolhas de cada parlamentar, sem prejulgamentos.
A sabatina na CCJ inclui avaliação de aptidão para o cargo e eventuais dúvidas sobre a atuação de Messias como ministro do STF. A conclusão do processo depende do apoio da maioria no plenário, que pode votar de acordo com as consultas internas de cada bancada.
O entendimento entre governo e base aliada continua a ser calibrado para consolidar a maioria necessária. A expectativa é manter o ritmo de tramitação para assegurar a aprovação de Messias, sem ampliar disputas políticas em torno do tema.
Contexto e implicações
A indicação de Messias envolve ações de lideranças religiosas e estratégicas políticas, com impactos na composição do STF. O contraste entre posições religiosas e decisões do governo é objeto de articulação entre partidos.
Próximos passos
Caso haja aprovação na CCJ, a votação em plenário deve ocorrer na mesma semana. O resultado depende da participação e do alinhamento entre líderes, além do posicionamento de senadores hesitantes.
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