- A tentativa de assassinato contra o presidente Donald Trump ocorreu no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca; o atirador Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi detido no local.
- Allen estava armado com uma espingarda calibre 12, uma pistola semiautomática e três facas; foi formalmente indiciado por tentativa de assassinato, transporte de arma com intenção de crime e disparo durante crime violento.
- O atirador deixou um manifesto anti‑Trump e anticristão; registros mostram doação de US$ 25 à campanha de Kamala Harris em 2024 e participação em protestos do movimento The Wide Awakes.
- A Casa Branca e o Partido Republicano atribuem a violência política à retórica de ódio dos democratas; Trump disse, em entrevista a 60 Minutes, que o discurso é perigoso.
- Pesquisas indicam cenário desfavorável aos republicanos nas eleições de meio mandato; analistas avaliam que o ataque pode mobilizar a base, mas pode não reverter tendências para o Senado e a Câmara.
Em Washington, no sábado, 25 de maio, houve uma tentativa de ataque durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. O alvo foi o presidente Donald Trump; o Serviço Secreto retirou Trump, Melania Trump, o vice-presidente J.D. Vance e outras autoridades do salão. Um atirador ficou ferido durante o incidente. A arma usada incluía uma espingarda calibre 12, uma pistola semiautomática e três facas.
O suspeito, Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi detido no local. Um agente federal ficou ferido, atingido pelo projétil que atingiu o colete à prova de balas; ele recebeu alta horas depois. Segundo autoridades, Allen havia elaborado um manifesto com conteúdo anti-Trump e anti-cristão. Registros indicam doação de US$ 25 a Kamala Harris em 2024 e participação em protestos do movimento The Wide Awakes.
A Casa Branca responsabilizou a retórica de ódio pela escalada de violência política. Karoline Leavitt, porta-voz, afirmou que a demonização do líder republicano por democratas alimenta atos violentos. Joe Gruters, líder do Comitê Nacional Republicano, chamou o ataque de consequência de uma esquerda radicalizada.
Em entrevista ao programa 60 Minutes, Trump disse que o discurso de ódio de democratas é perigoso. O episódio ocorreu dias antes das eleições de meio mandato e pode influenciar a campanha republicana, que hoje enfrenta dificuldade em pesquisas nacionais.
Repercussões políticas e legais
O atirador foi indiciado nesta segunda-feira por tentativa de assassinato do presidente, porte de arma com intenção de cometer crime e disparo durante crime violento. Se condenado, pode cumprir prisão perpétua.
Fontes indicam que Allen encaminhou ao grupo familiar o manifesto com críticas ao governo. As autoridades registraram que ele tinha ligações com movimentos de direita e que já havia visitado locais de apoio a Trump.
Pesquisas de opinião apontam que o cenário eleitoral permanece desfavorável aos republicanos em várias leituras recentes. Pesquisas indicam vantagem democrata em cadeiras estratégicas no Senado e na Câmara.
Analistas ressaltam que o impacto político do ataque dependerá da percepção de estabilidade institucional e de como a administração responderá a pressões internas e externas, inclusive sobre políticas internacionais.
Para alguns especialistas, o ataque pode consolidar a base conservadora e ampliar a agenda de lei e ordem defendida pela administração, sem, no entanto, reverter a tendência de resultados nas eleições de novembro. Independentes são apontados como importante fator de volatilidade nas votações.
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