- A prefeitura do Rio de Janeiro cancelou a inscrição municipal do bar Partisan, na Lapa, nesta terça-feira (28).
- A decisão ocorreu após o estabelecimento colocar uma placa afirmando que cidadãos de Israel e dos Estados Unidos não eram bem-vindos.
- O Procon já havia aplicado uma multa de R$ 9.520 por prática abusiva e discriminatória relacionada à placa.
- O vereador Flávio Valle, presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Antissemitismo da Câmara Municipal, denunciou o bar.
- A defesa do dono, Thiago Vieira, diz que a decisão é desproporcional e que a placa tinha finalidade simbólica e política, sem restringir a entrada de clientes com nacionalidade israelense ou norte-americana.
O Rio de Janeiro cassou a inscrição municipal do bar Partisan, localizado na Lapa, nesta terça-feira (28). A medida ocorreu depois que o estabelecimento afixou uma placa afirmando que cidadãos de Israel e dos Estados Unidos não eram bem-vindos.
A decisão da prefeitura veio após a divulgação da mensagem nas redes sociais e de denúncias recebidas pela Câmara Municipal. O caso já tinha rendido uma multa de R$ 9.520 pelo Procon, por prática abusiva e discriminatória.
O vereador Flávio Valle, presidente da Frente Parlamentar de Combate ao Antissemitismo, participou das ações que levaram à cassação. A prefeitura não detalhou os argumentos legais adotados para sustentar a medida.
Defesa e versão do bar
A defesa do bar Partisan afirma que a decisão é desproporcional e desprovida de fundamentação, alegando que não houve prática de racismo ou xenofobia. Segundo a defesa, a placa teve caráter simbólico e político, não representando uma restrição de entrada a pessoas com nacionalidade específica.
O texto também sustenta que o estabelecimento não realiza controle de nacionalidade na entrada e que atende clientes de diversas origens, incluindo a comunidade judaica. A defesa promete medidas para contestar a cassação.
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