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Senado aprova cadastro nacional de agressores de mulheres

Senado aprova cadastro de condenados por violência contra a mulher; acesso livre a policiais e sigilo das vítimas, encaminhado à sanção de Lula

Na imagem, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), relatora da proposta na CCJ
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  • O Senado aprovou, em votação simbólica, o projeto de lei 1.099/2024 que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher; o texto segue para sanção do presidente Lula.
  • O banco de dados será gerido pelo governo federal e compartilhará informações entre órgãos de segurança da União e dos estados, incluindo nome completo, RG, CPF, foto, impressões digitais e endereço atualizado.
  • As informações ficarão no sistema até o fim da pena ou por até três anos, se a sentença for inferior, e a identidade das vítimas permanecerá em sigilo para evitar exposição e retaliação.
  • A relatora na Comissão de Constituição e Justiça, senadora Professora Dorinha Seabra, manteve o texto sem alterações, ressaltando a melhoria no monitoramento e na atuação policial.
  • O cadastro deve integrar o Cadastro Nacional de Violência Doméstica, mantido pelo Conselho Nacional do Ministério Público, e abranger condenados por feminicídio, estupro, assédio, importunação sexual, lesão corporal, perseguição e outras violações da intimidade.

O Senado aprovou nesta terça-feira (28 abr 2026) o projeto de lei 1.099/2024, que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher. A medida segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão foi tomada por votação simbólica.

O banco de dados será gerenciado pelo governo federal e poderá ser acessado pela polícia e órgãos de segurança de todo o país. O objetivo é facilitar o monitoramento de condenados e a atuação das autoridades, com integração a outras bases de dados já existentes.

O texto mantém o registro ativo até o cumprimento integral da pena ou, quando a pena for menor, por até três anos. O projeto assegura sigilo sobre a identidade das vítimas para evitar expor quem sofre violência.

Integração de dados

A relatora na CCJ, senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil-TO), manteve o texto da Câmara sem alterações. Ela afirmou que a dispersão atual de informações dificulta o trabalho das forças de segurança e da Justiça.

Segundo a senadora, a nova base permitirá integração com o Cadastro Nacional de Violência Doméstica, mantido pelo CNMP, além de facilitar a troca de informações entre órgãos de segurança da União e dos estados.

Quem fica registrado

O cadastro incluirá condenações com trânsito em julgado por crimes contra mulheres, como feminicídio, estupro, assédio e lesões. Também constarão casos de perseguição, violência psicológica e violação de intimidade sexual.

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