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Senado dos EUA rejeita projeto para frear ações militares de Trump em Cuba

Senado dos EUA rejeita proposta que exigiria autorização do Congresso para ação militar de Trump contra Cuba, mantendo poderes do presidente após votação apertada

O atual ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, ao lado do ex-ditador Raúl Castro: EUA avaliam opções para provocar a derrubada do regime (Foto: Ernesto Mastrascusa/EFE)
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  • O Senado dos Estados Unidos rejeitou um projeto que limitava os poderes do presidente para autorizar ação militar contra Cuba sem aval do Congresso.
  • A medida foi derrotada por 51 votos contra 47, apresentada por senadores do Partido Democrata.
  • A proposta buscava aplicar dispositivos da Lei de Poderes de Guerra de 1973 para exigir autorização parlamentar para qualquer ofensiva contra Havana.
  • A maioria republicana votou contra o avanço da ideia, com apenas as senadoras Susan Collins e Rand Paul apoiando os democratas.
  • O debate ocorreu em meio a tensões entre Washington e Havana desde janeiro, com Trump aumentando pressão e defendendo mudanças de regime.

O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta terça-feira (28) um projeto dos democratas que visava limitar os poderes do presidente para autorizar uma ação militar contra Cuba sem autorização prévia do Congresso. A votação terminou em 51 votos contrários a 47 favoráveis.

A iniciativa buscava, pela Lei de Poderes de Guerra de 1973, obrigar a Casa Branca a obter aval do Congresso antes de qualquer ofensiva contra Havana. Entre os apoiadores estavam senadores democratas; a bancada republicana votou na maioria contra o texto.

Antes da votação, líderes democratas argumentaram que o Congresso precisava agir diante da escalada de pressão sobre Cuba. O presidente do Senado, Chuck Schumer, apontou possível agravamento da situação no país.

Os republicanos contestaram a proposta, afirmando que não houve indicação de intenção concreta de enviar tropas para Cuba. O senador Rand Paul, aliado de longa data da Casa Branca, também votou a favor da medida, contrariando a orientação do seu partido.

Desde janeiro, com ações contra Cuba já em curso, o governo Trump intensificou medidas como bloqueio petrolífero e sanções adicionais. O tema ganhou relevância após declarações de Trump sobre Cuba, citando a ilha como foco de agenda futura.

A derrota fortalece a tendência de resistência a propostas de restringir poderes militares do presidente no Senado. Situações semelhantes envolvendo Irã e Venezuela também encontraram resistência entre os democratas.

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