- O Senado dos Estados Unidos rejeitou um projeto que limitava os poderes do presidente para autorizar ação militar contra Cuba sem aval do Congresso.
- A medida foi derrotada por 51 votos contra 47, apresentada por senadores do Partido Democrata.
- A proposta buscava aplicar dispositivos da Lei de Poderes de Guerra de 1973 para exigir autorização parlamentar para qualquer ofensiva contra Havana.
- A maioria republicana votou contra o avanço da ideia, com apenas as senadoras Susan Collins e Rand Paul apoiando os democratas.
- O debate ocorreu em meio a tensões entre Washington e Havana desde janeiro, com Trump aumentando pressão e defendendo mudanças de regime.
O Senado dos Estados Unidos rejeitou nesta terça-feira (28) um projeto dos democratas que visava limitar os poderes do presidente para autorizar uma ação militar contra Cuba sem autorização prévia do Congresso. A votação terminou em 51 votos contrários a 47 favoráveis.
A iniciativa buscava, pela Lei de Poderes de Guerra de 1973, obrigar a Casa Branca a obter aval do Congresso antes de qualquer ofensiva contra Havana. Entre os apoiadores estavam senadores democratas; a bancada republicana votou na maioria contra o texto.
Antes da votação, líderes democratas argumentaram que o Congresso precisava agir diante da escalada de pressão sobre Cuba. O presidente do Senado, Chuck Schumer, apontou possível agravamento da situação no país.
Os republicanos contestaram a proposta, afirmando que não houve indicação de intenção concreta de enviar tropas para Cuba. O senador Rand Paul, aliado de longa data da Casa Branca, também votou a favor da medida, contrariando a orientação do seu partido.
Desde janeiro, com ações contra Cuba já em curso, o governo Trump intensificou medidas como bloqueio petrolífero e sanções adicionais. O tema ganhou relevância após declarações de Trump sobre Cuba, citando a ilha como foco de agenda futura.
A derrota fortalece a tendência de resistência a propostas de restringir poderes militares do presidente no Senado. Situações semelhantes envolvendo Irã e Venezuela também encontraram resistência entre os democratas.
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