- Senadores defendem que a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF pode marcar um dia histórico para o Brasil.
- A sabatina acontece a partir das 9 horas na Comissão de Constituição e Justiça; se aprovada, a matéria vai ao plenário.
- O senador Jorge Seif afirma que, com votos do Centrão, há possibilidade de barrar a indicação após longo tempo.
- O senador Izalci Lucas nega acordo entre governo e oposição e diz que a votação secreta pode ampliar a rejeição, acreditando que a chance de derrota é alta.
Senadores veem possibilidade de rejeição à indicação de Jorge Messias ao STF como dia histórico para o Brasil. A expectativa nasce da oposição ao nome apresentado pelo governo, com rumores de mobilização de aliados no Senado para impedir a aprovação. A avaliação foi feita em entrevistas de 29 de abril com parlamentares de diferentes estados.
Jorge Seif, senador pelo PL de Santa Catarina, disse acreditar que o dia pode entrar para a história se a indicação for rejeitada. Ele afirmou que Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco trabalham para angariar votos junto ao Centrão e que, se obtiver apoio suficiente, a oposição pode atuar para barrar a indicação. A sabatina ocorre na CCJ às 9h, seguindo para votação no plenário caso aprovada.
A aposta de Seif depende de coalizões entre oposição e parte do Centrão, segundo ele. Ele ressaltou que a oposição precisa de apenas alguns votos para consolidar a rejeição, destacando o papel de lideranças na construção de maioria.
Pelo menos mais um senador acredita em derrota do governo. Izalci Lucas, também do PL, participou de programa de televisão e destacou que não há acordo entre governistas e oposição para aprovar Messias em troca de qualquer gesto da oposição. Segundo ele, não existe base para uma maioria de 40 votos.
Izalci negou rumores de acordo e avaliou que a votação pode ser secreta, o que poderia incentivar novos votos contra a indicação. Ele afirmou que a chance de rejeição é alta diante da pressão parlamentar e da indefinição sobre o apoio de aliados.
A sabatina de Messias na CCJ deve esclarecer se o governo tem respaldo suficiente para indicar o advogado-geral da União ao STF. Caso haja aprovação, a indicação segue para votação no plenário da Casa, onde o veredito final será divulgado. O desfecho ainda depende do alinhamento entre alas do Congresso e da base governista.
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