- A Telefônica acertou a saída de Trinidad Jiménez da direção global de estratégia de Assuntos Públicos, a ser concluída nas próximas semanas, mantendo-a como assessora dentro da área de Assuntos Corporativos.
- Jiménez ocupava o cargo desde 2016, quando foi contratada sob a presidência de César Alierta; teve papel central na definição da estratégia institucional e no relacionamento com governos e reguladores.
- A decisão ocorre em um momento de mudanças na diretoria, sob a liderança de Marc Murtra, com a empresa mantendo a continuidade da profissional por meio da assessoria, sem substituição anunciada.
- No período, a Telefônica tem ampliado a entrada de perfis com experiência política ou institucional em várias áreas, como o recente caso de Andoni Ortuzar no Movistar+.
- A saída encerra quase uma década de atuação de Jiménez em uma área estratégica para a interlocução institucional do grupo, sem alterar a tendência de contratação de figuras públicas para posições relacionadas à governança.
Trinidad Jiménez deixará a Telefónica nas próximas semanas, encerrando quase uma década à frente da área de Assuntos Públicos. A saída ocorre de forma ordenada, e ela continuará ligada ao grupo como assessora dentro do setor de Assuntos Corporativos.
A decisão, acordada com a companhia, marca o fim de um período iniciado em 2016, quando foi contratada sob a presidência de César Alierta. José María Álvarez-Pallete assumiu a cadeira no ano seguinte, mantendo Jiménez em posição estratégica.
Durante esse tempo, Jiménez foi peça central na definição da relação institucional do grupo, atuando junto a governos, reguladores e organismos internacionais. Seu histórico político reforçou a atuação da empresa em ambientes regulatórios complexos.
Mudança na liderança
Marc Murtra, atual presidente, impulsiona uma nova etapa na Telefónica. Embora ainda não haja anúncio de substituto direto para a função de diretora global de estratégia de Assuntos Públicos, a permanência de Jiménez como assessora sugere continuidade sem rupturas.
Em paralelo, a companhia tem seguido a contratação de nomes com experiência pública, fortalecendo áreas regulatórias e de governança. A estratégia parece manter o padrão de envolver perfis político-institucionais em estruturas-chave.
Jiménez ocupou o cargo desde 2016, quando a organização passou por reorganização institucional. A saída não altera a presença de ex-direcionadores públicos na rede de interlocução do grupo, que permanece entrelaçada com o regulatório.
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