- Romeu Zema, pré-candidato do Novo, voltou a criticar o STF, dizendo que ministros “intocáveis” evitam investigações, durante discurso na Agrishow em Ribeirão Preto (SP).
- O alvo principal foi o ministro Gilmar Mendes, com questionamentos sobre o pedido para incluí-lo no inquérito das fake news, apresentado ao relator Alexandre de Moraes.
- Zema disse que o STF estaria isolado da sociedade e ironizou a suposta diferença de “casta” entre ministros e população, afirmando que o sotaque dele é diferente do aprendido no tribunal.
- O ex-governador também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citou alta taxa de juros e defendeu medidas de contenção de gastos, como o teto de gastos.
- Sobre a possibilidade de ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro, disse que não irá desistir e que pretende seguir na disputa até o segundo turno para tirar o PT do poder.
Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência, voltou a criticar o STF nesta terça-feira (28), durante a Agrishow em Ribeirão Preto, SP. O ex-governador mineiro afirmou que ministros da Corte, a que se refere como “intocáveis”, agem para evitar investigações. A fala ocorre em meio a atritos com o ministro Gilmar Mendes e após o pedido de inclusão dele no inquérito das fake news.
Segundo Zema, o STF está preocupado com o que chama de “rabo preso” e buscas por blindagem institucional. Ele mencionou, sem citar nomes, que o pedido de inclusão dele no inquérito envolve uma sátira com bonecos que imitam integrantes da Corte. A fala gerou repercussão entre apoiadores da campanha.
A campanha do Novo tem usado o embate com o STF para gain de visibilidade, segundo observadores. O ex-governador também criticou o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, ao comentar a denúncia de que o vídeo seria alvo de apuração.
Contexto da agenda e propostas
Zema questionou a credibilidade da instituição, alegando distanciamento entre o STF e a população. Ele citou sotaque mineiro como símbolo de identidade regional e afirmou que o discurso de certos ministros soaria esnobe para parte da população.
O ex-governador criticou o governo Lula, afirmando que o presidente se protege junto a ministros do STF. Em relação à economia, prometeu atacar a gastança pública e responsabilizar a gestão fiscal por juros elevados, sugerindo que o teto de gastos poderia reduzir a taxa de juros em meses.
Sobre eventual aliança, Zema não descartou a continuidade na disputa e negou desistir da candidatura para concorrer a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Ele disse que o objetivo é tirar o PT da presidência, mantendo-se no pleito até o segundo turno.
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