- Romeu Zema afirmou, durante visita à Agrishow, que haverá harmonia entre Executivo e Judiciário quando ambos não tiverem “rabo preso”.
- O ex-governador mineiro criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e questionou a credibilidade do Supremo Tribunal Federal.
- Zema disse que é preciso um líder com credibilidade e sugeriu que um presidente com histórico criminoso não atende aos interesses do Brasil.
- O ex-governador também declarou que o STF hoje estaria “tentando evitar investigações” e pediu um Supremo “sem o rabo preso”.
- A ofensiva contra Gilmar Mendes ganhou força após a equipe de Zema usar as redes com a série “Os intocáveis” e após Mendes pedir que Moraes investigasse o ex-governador no inquérito das fake news.
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira durante a feira Agrishow que acredita haver harmonia entre Executivo e Judiciário apenas quando ambos não tiverem rabo preso. A declaração ocorreu durante visita à 31ª edição do evento.
Zema, pré-candidato à Presidência, criticou o presidente Lula e questionou a credibilidade do STF. Segundo ele, é preciso um líder com credibilidade e autonomia para falar o que quiser, sem proteções junto a ministros do Supremo.
O ex-governador destacou ainda a necessidade de um STF sem o rabo preso, alegando que o tribunal tem se esforçado para evitar investigações. A fala integrou um tom oposicionista ao governo federal.
Contexto
Em tom de ofensiva, Zema repercutiu críticas do decano Gilmar Mendes à sua forma de falar o português, afirmando que o ministro é quem estaria isolado da sociedade. Segundo ele, o isolamento de Brasília e o excesso de bajuladores prejudicam o entendimento com o público rural.
A troca de farpas também envolve a equipe de Zema, que criou a série Os intocáveis nas redes sociais, com fantoches que fazem referência a ministros do STF. As críticas intensificaram-se após Mendes mencionar a possibilidade de o ex-governador ser investigado no inquérito das fake news por Moraes.
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