- O Senado rejeitou a nomeação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para vaga no Supremo Tribunal Federal, por 42 votos a 34.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse a Jaques Wagner, líder do governo no Senado, que “vai perder por oito” antes da divulgação oficial dos números.
- A derrota representa, segundo a matéria, uma rejeição histórica a uma indicação do governo federal; a última vez ocorreu no século XIX, com Floriano Peixoto (Cândido Barata Ribeiro).
- A confirmação dependia de maioria simples dos 81 senadores, ou seja, 41 votos; a votação terminou com 42 votos pela rejeição, 34 a favor.
- Após o resultado, governistas criticaram Alcolumbre e discutem ações políticas no âmbito do estado do Amapá, onde o senador atua.
Dois momentos antes da divulgação dos números, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, conversou com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner. O tema foi a votação da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal.
A votação terminou 42 votos contra 34, com a rejeição da nomeação do advogado-geral da União. A maioria simples de 41 votos era suficiente para aprovar Messias; o plenário decidiu pela rejeição.
Alcolumbre afirmou, por meio de sua assessoria, que a fala sobre o resultado refletia apenas a opinião do senador e não uma posição oficial da Casa. A assessoria ressaltou que o parlamentar tem experiência em votações.
Desdobramentos e contexto político
A rejeição gerou reação entre aliados do governo, que passaram a discutir possíveis desdobramentos políticos. Há menções a estratégias para reduzir a influência de blocos ligados ao presidente do Senado, especialmente em estados de atuação do parlamentar.
O episódio marca uma derrota expressiva para o governo de Lula no Senado, algo incomum na história recente, e pode influenciar a condução de futuras indicações. A história envolve a relação entre o Palácio do Planalto e a presidência da Casa.
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