- Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF por 42 votos a 34, em derrota histórica para o governo Lula.
- Antes da divulgação do resultado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sussurrou o placar ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner.
- A sessão foi marcada por percepção de motivos políticos na votação contra Messias, segundo ex-ministro Celso de Mello.
- Após a derrota, o presidente Lula se reuniu com Messias, Guimarães e Jaques Wagner para tratar do desdobramento político.
- O mercado acompanhou a derrota, embora tenha mantido o foco também no petróleo e na agenda econômica.
Antes da votação simbólica da indicação do advogado-geral da União ao STF, o Senado confirmou a derrota histórica do governo petista. Davi Alcolumbre sussurrou o placar para Jaques Wagner antes do anúncio oficial, sinalizando uma derrota que não havia sido prevista pelo Palácio do Planalto.
A indicação de Jorge Messias foi rejeitada por 42 votos contra 34, em sessão conduzida pelo presidente do Senado. O resultado rompeu com o esperado e marcou a primeira derrota do governo na Casa em votações no STF. O placar foi recebido com surpresa por aliados e adversários.
A reação interna no Palácio do Planalto ocorreu após o resultado. Lula reuniu Messias, Guimarães e Jaques Wagner para avaliar os próximos passos. O episódio também gerou reflexos de mercado, ainda que o foco tenha permanecido nos desdobramentos do STF e na pauta econômica, como o petróleo.
Ala favorável a Messias aponta articulação de Alcolumbre como elemento decisivo para a rejeição, segundo relatos de interlocutores próximos ao governo. De acordo com ações anteriores, o presidente do Senado teria ligado para senadores e feito promessas ao Centrão para obter o voto contrário.
Antes da votação, circulavam informações de que Alcolumbre buscava alinhamento com quadros do Centrão, o que teria influenciado o desfecho. A bancada governista tentava evitar uma derrota de maior magnitude para a atual gestão, bem como manter capacidades de negociação para o futuro.
A decisão final do Senado, ao rejeitar Messias, repercutiu entre analistas como sinal de tensão institucional. O resultado também acende o debate sobre a relação entre Executivo e Legislativo e a condução de indicações para o STF nos próximos meses.
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