- Em votação secreta, a indicação de Jorge Messias ao STF foi rejeitada por 42 votos contrários e 34 favoráveis no plenário do Senado.
- A derrota ocorreu na quarta-feira, 29 de abril, sendo a primeira rejeição de uma indicação ao STF em 132 anos.
- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reagiu batendo na mesa, arremessando o microfone e abraçando o líder do governo, Jaques Wagner, após a votação.
- Com a rejeição, cabe ao presidente Lula enviar um novo nome para a vaga aberta com a saída de Luís Roberto Barroso; a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a votação no plenário serão novamente necessários.
- Antes da votação no plenário, a CCJ havia aprovado Messias por 16 votos a 11, mas o aval final dependia do plenário, que acabou rejeitando a indicação.
No plenário do Senado, a indicação de Jorge Messias ao STF foi rejeitada por 42 votos contrários e 34 favoráveis em votação secreta nesta quarta-feira 29/4. A derrota representa a primeira rejeição de uma indicação ao STF em 132 anos de história.
A análise final para o placar foi acompanhada de perto pelo Palácio do Planalto, pela oposição e por membros da base governista. Messias precisava de ao menos 41 votos para a aprovação. A votação encadeou a derrota do governo Lula na reta final de um processo de sabatina.
Durante a sessão, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reagiu de forma incomum: bateu na mesa, arremessou o microfone e abraçou Jaques Wagner, líder do governo no Senado. O gesto sinalizou a surpresa com o resultado.
Com a rejeição, caberá ao presidente Lula enviar uma nova indicação para a vaga hoje aberta com a saída de Luís Roberto Barroso. O próximo nome também passará pela sabatina na CCJ e pela votação em plenário.
Antes da votação no plenário, a CCJ já havia aprovado Messias por 16 a 11, mas o aval final dependeu do plenário, onde houve a derrota. A decisão muda a perspectiva de composição do STF e reverbera no governo e na oposição.
Além de Messias, a vaga permanece em debate. O senador Rodrigo Pacheco, hoje no PSB, manifestou-se como possível opção para o futuro indicado. A permanência do processo reforça a necessidade de consenso e de garantias de apoio no Senado.
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