- Aliados de Lula defendem que ele não indique novo nome para o STF neste ano, mantendo a cadeira vaga após a rejeição do atual advogado-geral da União, Jorge Messias.
- A avaliação é de que uma nova indicação pode levar a outra derrota, o que prejudicaria o governo em ano eleitoral.
- A sabatina de eventual nome tende a ser inviável, já que o Congresso geralmente reduz o ritmo de votações após o recesso de julho.
- Existe uma ala governista que defende que o presidente se posicione e envie ao Senado um nome considerado irrecusável, com preferência por indicar uma mulher negra.
- O risco de manter a cadeira vazia é entregar a decisão ao próximo presidente caso Lula não seja reeleito.
Os aliados do presidente Lula defendem que ele não indique nova nomeação para o STF neste ano. A ideia é manter a cadeira vaga e evitar derrota adicional, segundo pessoas próximas ao governo. A racionalidade é minimizar riscos políticos em ano eleitoral.
A ala que sugere a abstenção aponta que, caso o governo insista em indicar, há risco de nova derrota no Senado. Também há a preocupação de que o sabatínio ocorra apenas após o recesso de julho e com o Congresso em menos atividade devido ao período eleitoral.
Situação atual e opções
Ainda conforme interlocutores, não haveria tempo hábil para a sabatina de um novo indicado este ano. Além disso, a possibilidade de deixar a cadeira em aberto poderia complicar ganhos para o governo caso o novo presidente não seja reeleito.
Outra corrente do governo defende que Lula indique um nome considerado irrecusável, com preferência por uma mulher negra. Contudo, não há confirmação de nomes e a decisão depende de avaliação interna do Palácio do Planalto.
Quem está envolvido
Participam da discussão o núcleo próximo ao presidente, o AGU Jorge Messias e membros da base aliada no Congresso. A avaliação é que o cenário pode impactar o espaço político do governo no próximo mandato.
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