- Aliados de Messias passaram a prever entre 45 e 48 votos favoráveis no Senado, após previsão otimista de mais de 50 votos.
- Messias precisa de pelo menos 41 votos para ser aprovado como ministro do Supremo Tribunal Federal.
- A sabatina na Comissão de Constituição e Justiça ocorreu nesta quarta-feira (29); a senadora Roberta Acioly votará contra Messias no plenário.
- O Planalto tem usado liberação de emendas e promessas de indicações em agências reguladoras para tentar ampliar o apoio.
- O vazamento de um encontro entre Messias e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, gerou incômodo; Alcolumbre não declarou apoio e prefere Rodrigo Pacheco para a vaga.
Nesta quarta-feira (29), aliados de Jorge Messias, que acompanha a sabatina dele na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, revisaram as estimativas de votação. A aposta atual aponta de 45 a 48 votos favoráveis à sabatina, abaixo da faixa otimista de mais de 50 votos que chegou a circular nos últimos dias. Messias precisa de pelo menos 41 votos para ser aprovado como ministro do STF.
A avaliação dos apoiadores do Advogado-Geral da União indica um cenário ainda positivo, mas com ressalvas. Eles destacam que “tudo pode acontecer” até o plenário, diante de possíveis mudanças de última hora e de deflexões entre os parlamentares.
Nesta manhã, a senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) afirmou que votará contra Messias no plenário. Acioly assumiu o mandato em março, substituindo Mecias de Jesus, que saiu para disputar vaga no TCE de Roraima.
Desdobramentos
O Palácio do Planalto tem atuado para abrir espaço entre senadores, oferecendo liberação de emendas e promessas de indicações a diretorias de agências reguladoras. O objetivo é consolidar apoio ao indicado pelo governo.
Um vazamento recente mostrou um encontro entre Messias e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que gerou desconforto entre membros da Casa. Alcolumbre não declarou apoio à nomeação, preferindo manter posição neutra, sinalizando provável interesse na candidatura de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a Corte.
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