- A aprovação de Donald Trump caiu para 34% entre norte-americanos, o nível mais baixo, segundo a pesquisa Reuters/Ipsos divulgada em 28 de maio; queda de 2 pontos percentuais frente a abril.
- A prioridade pública é o custo de vida, influenciado pela guerra no Irã, que também pesa na economia e na inflação.
- O preço da gasolina nos EUA subiu mais de 40% desde o início do conflito, chegando a cerca de US$ 4,18 por galão.
- Nacionalmente, 73% desaprovam Trump em relação à economia, e apenas 22% aprovam a condução das medidas que afetam o custo de vida (contra 25% em abril).
- A pesquisa foi realizada online com 1.269 adultos nos EUA, incluindo 1.014 eleitores registrados, com margem de erro de 3 pontos percentuais.
Donald Trump registra queda histórica de aprovação nos EUA, aponta pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na terça-feira (28). O levantamento indica que 34% dos americanos aprovam o desempenho do presidente no segundo mandato, 2 pontos a menos que em abril. O resultado reforça a tendência de queda desde a posse em janeiro de 2025, quando havia 47%.
Acende a queda desde o início do ano, com o percentual abaixo dos 40% desde então. A principal explicação apontada é o impacto da economia, pressionada pela escalada do conflito com o Irã. A situação geopolítica eleva a volatilidade de mercados e a inflação.
Nos Estados Unidos, o preço da gasolina subiu mais de 40% desde o início da guerra, chegando a cerca de US$ 4,18 por galão. Esse custo elevado pesa no orçamento familiar e atinge a avaliação do eleitor sobre a gestão econômica de Trump. A sondagem mostra 22% aprovando a condução das políticas de custo de vida, ante 25% no mês anterior.
No âmbito político, aliados republicanos temem perdas no Congresso nas eleições de meio de mandato. A pesquisa aponta 78% de apoio entre republicanos, mas 41% desaprovam a gestão do presidente sobre o custo de vida. Ao todo, 73% dos norte-americanos reprovam Trump nesse tema.
A Reuters/Ipsos, realizada online, coletou respostas de 1.269 adultos nos EUA, entre eles 1.014 eleitores registrados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com representatividade nacional.
Guerra no Irã
O Irã foi alvo de ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. O bombardeio provocou mais de 500 mortos, em meio a negociações sobre um novo acordo nuclear. O episódio intensifica o conflito e afeta a dinâmica regional e global.
Historicamente, o acordo nuclear assinado em 2015 visava limitar o programa iraniano em troca de alívio de sanções. O acordo foi rompido pela administração Trump em 2018, com o Irã elevando o enriquecimento de urânio. Biden busca retorno ao pacto, sem sucesso até o momento.
Agora, no segundo mandato, Trump pressionou Teerã a restringir ou abandonar o programa nuclear, sob a justificativa de impedir o desenvolvimento de armas. O Irã sustenta que o programa tem finalidade pacífica e voltado à geração de energia.
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