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Boulos vê aliança entre bolsonarismo e chantagem na rejeição de Messias

Boulos acusa aliança entre bolsonarismo e chantagem política na rejeição de Messias ao STF; Senado fica menor e Lula deve indicar novo nome

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), que foi candidato à prefeitura de São Paulo (SP) (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
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  • O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, com quarenta e dois votos contrários e trinta e quatro favoráveis, em sessão nesta quarta-feira, 29.
  • O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse que a derrota decorreu de uma articulação entre bolsonarismo e chantagem política.
  • Boulos afirmou nas redes sociais que o Senado sai “menor” desse episódio.
  • A rejeição interrompeu uma sequência histórica de aprovações de indicados ao STF e evidenciou dificuldades do governo no Congresso.
  • Caberá ao presidente Lula indicar um novo nome para a vaga, reiniciando o processo de sabatina e votação no Senado.

O Senado rejeitou nesta quarta-feira (29) a indicação de Jorge Messias ao STF, apresentada pelo presidente Lula. A votação terminou com 42 votos contra e 34 a favor, em sessão realizada em Brasília. A reação veio do ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, que criticou o resultado e atribuiu a derrota a articulação políticas da oposição.

Boulos afirmou nas redes sociais que houve uma aliança entre bolsonarismo e chantagem política, responsável pela rejeição ao nome. O governo encara a derrota como um revés para a condução das indicações ao STF e reforça a necessidade de novos contatos com o Congresso.

A votação interrompe uma sequência de aprovações históricas de indicados ao Supremo e evidencia dificuldades do Planalto para consolidar maioria na Casa. A rejeição gerou interpretações distintas entre aliados e opositores, com leituras sobre fragilidade governista e fatores conjunturais no Senado.

Reações e próximos passos

Com a decisão, caberá ao presidente Lula indicar um novo nome para a vaga no STF, reiniciando o processo de sabatina e votação no Senado. O governo mantém o objetivo de completar a composição do tribunal, mantendo o ritmo de indicações já observado em administrações anteriores.

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