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Celso de Mello afirma que Senado cometeu grave equívoco institucional

Celso de Mello classifica rejeição de Jorge Messias ao STF como grave equívoco institucional

O ministro Celso de Mello, durante abertura do terceiro dia de julgamento sobre a validade da prisão em segunda instância no Supremo Tribunal Federal (STF)
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  • Celso de Mello afirma que o Senado cometeu grave equívoco institucional ao rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF.
  • Em nota, ele diz que Messias atende aos requisitos constitucionais para ministro da Suprema Corte.
  • O ex-ministro também aponta que não há causa legítima para a rejeição da indicação feita pelo presidente Lula.
  • Mello classifica a decisão como infeliz e afirma que o Senado perdeu a oportunidade de incorporar ao STF um jurista experiente e com valores do Estado Democrático de Direito.
  • No início da noite, o plenário do Senado rejeitou a indicação para a vaga deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso.

O ministro aposentado do STF Celso de Mello afirmou nesta quarta-feira, 29, que o Senado cometeu grave equívoco institucional ao rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga na Corte. A declaração foi divulgada por meio de nota à imprensa.

Mello ressaltou que Messias atende plenamente aos requisitos constitucionais para a investidura de ministro do Supremo e considerou injustificável a decisão do Senado. O ex-ministro destacou que a rejeição não possui causa legítima para impedir a nomeação do representante do Poder Executivo.

Ao final da noite, o plenário do Senado decidiu pela rejeição da indicação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. A decisão encerrou o processo de sabatina e votação no momento.

Repercussos e próximos passos

A defesa de Messias ainda não se manifestou publicamente após a decisão. Analistas apontam que o episódio gera questionamentos sobre o alinhamento entre os poderes e a forma como as indicações são avaliadas. A Presidência e o Senado não comentaram novas ações até o momento.

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