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Derrota de Messias leva oposição a barrar indicações com Alcolumbre até outubro

Senado rejeita a indicação de Messias ao Supremo; oposição, com Alcolumbre, planeja barrar novas indicações até as eleições de outubro, ampliando a crise institucional

Oposição comemora rejeição pelo plenário do Sendo do nome de Jorge Messias ao STF
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  • O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal, com 34 votos a favor e 42 contra.
  • A oposição, com apoio de Davi Alcolumbre, tenta manter indicações suspensas até as eleições de outubro para barrar novas nomeações do presidente Lula.
  • Parte dos senadores defende que o próximo nome seja pactuado com o Senado, independentemente do resultado de 2026, para evitar um novo impasse.
  • A situação é comparada pela oposição ao caso de 2016 nos Estados Unidos, quando republicanos bloquearam Barack Obama e a cadeira foi ocupada por Neil Gorsuch em 2017.
  • Messias reconheceu a derrota e avaliou que houve “desconstrução” de sua imagem; aliados da oposição celebraram a vitória e reiteraram resistência a interferência de outros poderes.

O Senado rejeitou na noite de quarta-feira a indicação do advogado-geral da União para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso no STF. A votação foi de 34 votos a favor e 42 contra, algo inédito em 132 anos.

A oposição, articulada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pretende barrar futuras indicações até as eleições de outubro. Senadores mencionaram que manter as escolhas suspensas favorece um acordo com o próximo governo.

A derrota de Messias é atribuída à resistência liderada pelo governo e ao objetivo de pactuar futuras indicações com o Senado, independentemente do resultado eleitoral. Parlamentares avaliam que o tema pode permanecer sob escrutínio até 2027.

Contexto político e cenários

Alguns senadores sugeriram que o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco seria o único nome com consenso no plenário, caso haja acordo com o Senado. Ele foi visto como alternativa viável para aprovação mais célere.

Desde a sabatina na CCJ, a oposição defendeu que a indicação só fosse votada após definir o rumo do país para o próximo mandato. A ideia visa evitar desgastes durante a campanha eleitoral.

A adesão de bolsonaristas à estratégia de adiar votações também encontra apoio entre aliados que consideram o momento inadequado para novas sabatinas. A posição é vista como continuidade da tática de 2016 nos EUA.

Messias acompanhou a votação com a esposa e assessores. O ministro da AGU recebeu apoio de aliados, mas reconheceu a reprovação e afirmou que muita coisa boa pode ainda acontecer em sua vida, sem indicar responsáveis pelo resultado.

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