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Entenda o rito de sabatina e votação de um indicado ao STF

Messias encara sabatina de 8 a 12 horas na CCJ e precisa de 41 votos no plenário para tomar posse no STF

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Na ordem do dia, votação em dois turnos da PEC 8/2021 que limita decisões monocráticas (individuais) e pedidos de vista no Supremo Tribunal Federal (STF) e outros tribunais. Também está na pauta, projeto de lei que cria uma política nacional de atendimento a pessoas com câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). Mesa: senador Jayme Campos (União-MT);2º secretário da Mesa do Senado Federal, senador Weverton (PDT-MA);líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA);presidente do Senado Federal, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG); senador Giordano (MDB-SP).Em discurso, à tribuna, senador Humberto Costa (PT-PE).Foto: Jonas Pereira/Agência Senado
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  • O advogado-geral da União, Jorge Messias, foi indicado por Lula ao STF e enfrentará sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na quarta-feira, 29.
  • Para ser aprovado, ele precisa de ao menos 14 votos na CCJ e 41 votos no plenário, ou seja, maioria absoluta no Senado.
  • A sabatina costuma durar entre oito e doze horas, com perguntas sobre temas jurídicos, políticos e, às vezes, questões pessoais.
  • A conclusão da CCJ é acompanhada pela definição de que relatório vá ao plenário, com expectativa de que Davi Alcolumbre leve o parecer para votação ainda nesta quarta.
  • A nomeação completa depende da aprovação no Senado, assinatura do decreto pelo presidente da República e posse em cerimônia no STF; Messias poderá herdar parte dos processos do antecessor.

O advogado Geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao STF, enfrenta nesta quarta-feira a sabatina na CCJ do Senado e, se aprovado, precisa de maioria absoluta no plenário para a nomeação. O processo começou após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, em setembro de 2025.

Não há prazo legal para a nomeação. A Constituição exige que o indicado seja brasileiro nato, tenha entre 35 e 70 anos e reputação ilibada. Com o aval do presidente, o nome passa pela CCJ e, depois, pelo plenário, onde são necessários 41 votos.

A sabatina costuma durar entre 8 e 12 horas, com perguntas sobre temas jurídicos, políticos e até pessoais. O presidente da CCJ, Otto Alencar, abre a sessão às 9h e lê as mensagens do Executivo.

A sabatina

O indicado responde a perguntas de senadores por até 10 minutos, com direito a réplica e tréplica. Ao final, a CCJ vota o relatório do relator. No caso de Messias, o senador Weverton é favorável à aprovação.

O plenário

Com aprovação na CCJ, o texto segue para votação no plenário do Senado. A expectativa é de que haja apoio suficiente para avançar a nomeação, que depende da maioria absoluta dos votos. A avaliação conta com negociações entre a presidência da República, a CCJ e a base aliada.

A nomeação

A nomeação é confirmada por decreto presidencial e a posse ocorre em cerimônia no STF. O ministro toma posse assinando o termo de compromisso e o livro de posse, tornando-se parte da Corte. Após isso, pode herdar processos do antecessor.

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