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Ex-STF Celso de Mello acusa motivação política do Senado ao rejeitar Messias

Celso de Mello critica rejeição do Senado a Messias por motivação política, afirmando qualificação para o STF e dano institucional

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello lamentou que o Senado tenha rejeitado a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a Corte — Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF
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  • O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal por 42 votos contrários e 34 favoráveis.
  • Celso de Mello, ex-presidente do STF, lamentou a decisão e defendeu Messias como capaz de ocupar a cadeira na Corte.
  • Segundo o ex-ministro, Messias reúne os requisitos da Constituição, incluindo notável saber jurídico, reputação ilibada e experiência pública.
  • Mello afirmou que a recusa teve motivações de caráter politicamente marcado, sem fundamento substancial, e afastou avaliações de mérito técnico.
  • O ex-presidente do STF afirmou que a decisão representa uma perda de oportunidade de incorporar um jurista sério e comprometido com o Estado Democrático de Direito.

O Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF, em votação de 42 votos contra e 34 a favor. A decisão ocorreu no plenário da Casa, em meio a críticas de que o desfecho teve motivação política.

Celso de Mello, ex-presidente do STF, lamentou a rejeição e afirmou que Messias reunia todos os requisitos constitucionais para a corte. O ex-ministro disse que a atuação do indicado corresponde à defesa da ordem constitucional e da legalidade democrática.

Segundo Mello, a recusa não teve fundamento substancial e parece ter sido pautada por fatores políticos, não pela avaliação de méritos pessoais e jurídicos. O ex-magistrado ressaltou a prerrogativa do Senado de aprovar ou rejeitar indicações presidenciais, mas pediu responsabilidade institucional.

O histórico aponta que a rejeição de uma indicação presidencial ao STF não ocorria desde 1894, no governo de Floriano Peixoto. O ex-presidente do STF afirmou que a medida representa um equívoco institucional e que poderia ter incorporado ao tribunal um jurista experiente e preparado.

Para Celso de Mello, a decisão perdeu uma oportunidade de fortalecer o STF com um profissional de reconhecido saber jurídico e conduta pública exemplar. A história, segundo ele, deve registrar o contraste entre a dignidade do indicado e a percepção de obstrução institucional.

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