- O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF em votação secreta: 42 contra e 34 a favor; eram necessários 41 votos favoráveis, e na CCJ a aprovação foi de 16 a 11.
- Flávio Bolsonaro afirmou que a decisão foi uma resposta ao STF, sem atribuir vitória a si ou à campanha.
- O relator Weverton Rocha disse ter visto uma “injustiça enorme” e afirmou que Lula deve conversar com a base do governo.
- Reações: Jaques Wagner visitou Lula; Guilherme Boulos chamou a rejeição de fruto de aliança entre bolsonarismo e chantagem política; Otto Alencar disse que não vai perguntar votos aos colegas.
- Outras leituras citadas: Sergio Moro criticou a influência de grupos próximos ao Executivo sobre a independência do STF; Mara Gabrilli afirmou que o STF precisa ser forte; Marcos Pontes associou o resultado à percepção de melhora da performance de Flávio Bolsonaro como pré-candidato.
O Senado rejeitou nesta quarta-feira a indicação de Jorge Messias para o STF, em votação que ficou marcada pela derrota do governo. A decisão ocorreu em Brasília e representa uma derrota histórica para o Planalto, que tentava manter o nome na vaga deixada pelo STF.
A votação ocorreu em sessão secreta, com 42 votos contrários e 34 favoráveis, abaixo do mínimo de 41 favoráveis necessários. Na sabatina da CCJ, Messias recebeu 16 votos a 11, o placar mais apertado desde a redemposição. O resultado provocou reações de apoiadores e opositores ao governo.
Para o relator da indicação, senador Weverton Rocha, houve uma percepção de recado ao Planalto antes das eleições, associada a uma avaliação crítica sobre o peso de decisões do Executivo. Ele afirmou que Lula deve buscar ouvir a base do governo para retomar o diálogo.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, visitou Lula após o resultado e ressaltou que a decisão envolve a dinâmica interna da Casa. Outras lideranças defenderam leituras distintas sobre o impacto da rejeição no ambiente político e institucional.
A oposição manteve leitura distinta. Senadores de oposição destacaram que a situação reflete tensões entre Executivo e STF, enquanto apoiadores do governo mencionaram o contexto político pré-eleitoral e a busca por recados ao Planalto.
Outras vozes do plenário defenderam que a nomeação de Messias não surgia apenas de critérios técnicos, mas também de laços entre o governo e a defesa de agendas políticas, o que, segundo elas, foi considerado inadequado por parte do Senado.
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