- A indicação de Jorge Messias para ministro do STF foi rejeitada no Senado por 42 votos a 34, com uma abstenção, em votação secreta.
- Lula indicou Messias, que precisava de ao menos 41 votos dos 81 membros para seguir no processo.
- A imprensa internacional repercutiu a rejeição, apontando o resultado como uma derrota para o presidente Lula.
- O The Washington Post informou que a decisão foi um golpe político sem precedentes em mais de 130 anos para um indicado ao STF.
- A Bloomberg chamou a derrota de um duro revés para Lula, destacando que Messias era próximo a lideranças evangélicas e fazia parte de esforço para ampliar apoio religioso.
A rejeição da indicação de Jorge Messias para o STF foi decidida nesta quarta-feira pelo Senado. A votação ocorreu em sigilo e terminou com 42 votos contrários, 34 a favor, e uma abstenção. Messias precisava de pelo menos 41 votos, em 81 presentes.
O resultado é visto como um revés para o governo Lula, já que Messias era um dos principais assessores jurídicos e um destacado cristão evangélico. A indicação fazia parte de um esforço para ampliar apoio entre segmentos religiosos.
Reação internacional
O The Washington Post classificou a decisão como golpe político a Lula, destacando que foi a primeira rejeição a um nome indicado ao STF em mais de 130 anos. A Reuters chamou o episódio de derrota pesada para o governo.
A Bloomberg classificou o placar como duro revés para a busca de reeleição de Lula, afirmando que Messias poderia aproximar o governo de evangélicos. A agência também mencionou que a derrota pode acirrar tensões com o Legislativo.
Contexto político no Senado
A Reuters destacou que o governo articulou nos meses anteriores para aprovar Messias, após reação negativa de parlamentares. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, era visto como oposição ao nome. Messias passou mais de oito horas sabatinas na CCJ, segundo a cobertura internacional.
A SIC Notícias também ressaltou a rejeição como derrota histórica e lembrou que Lula indicou Messias em novembro, com Alcolumbre mantendo posição contrária ao nome. A matéria aponta que o governo tentava sinalizar conservadorismo para ampliar apoio.
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