- O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, disse que a rejeição de Jorge Messias ao STF foi uma surpresa, mesmo o governo esperando mais votos.
- Messias foi derrotado por trinta e dois votos a quarenta e dois no plenário do Senado.
- A rejeição representa vitória da oposição e do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que era contrário ao nome.
- Wagner afirmou que esperava quarenta e quatro ou quarenta e cinco votos e ressaltou que cada senador vota com a própria consciência.
- A derrota é inédita em 132 anos de história do Senado para uma indicação ao STF do governo Lula; Messias era defensor da indicação de Rodrigo Pacheco para a vaga.
Nesta quarta-feira (29/4), o plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A votação terminou com 42 votos contrários e 34 favoráveis, em uma derrota para o governo.
Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. O objetivo era ocupar a vaga destinada ao STF. A rejeição representa uma derrota direta ao governo federal e ao próprio presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que era contrário ao nome.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que a decisão foi uma surpresa. Segundo ele, a expectativa era de apoio maior, entre 44 e 45 votos, ressaltando que cada parlamentar vota conforme a própria consciência.
O presidente do Senado acompanhou a votação ao lado de aliados do indicado, como os ministros José Guimarães, da Relações Institucionais, e José Mucio, da Defesa. Dentro do Senado, há avaliação de que a posição de Alcolumbre pesou no resultado final, somada à atuação de senadores do Amapá defendendo Rodrigo Pacheco para a vaga.
A derrota emitiu um marco histórico: foi a primeira vez, em 132 anos, que uma indicação ao STF não é aprovada. Parlamentares afirmaram que o Amapá foi parte do posicionamento contrário, influenciando o desfecho. A oposição celebra a mudança no pleito para o tribunal.
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